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Ameaça neonazista cresce na Alemanha, diz ministro
A ameaça neonazista está crescendo na Alemanha, segundo o ministro do Interior do país, Otto Schilly. A afirmação foi feita nesta segunda-feira depois que um plano de ataque a bomba contra um centro judaico em Munique foi frustrado pela polícia, o que, para Schilly, "confirmou dramaticamente" o perigo para a sociedade. Pelo menos dez suspeitos foram presos e 14 quilos de explosivos foram apreendidos pela polícia em uma série de operações. Os investigadores acreditam que, segundo o plano, o ataque seria feito no dia 9 de novembro, quando a pedra fundamental do prédio deve ser lançada em uma cerimônia com a presença do presidente alemão, Johannes Rau, do governador da Baviera, Edmund Stoiber, e do presidente do Conselho Central Judaico na Alemanha, Paul Spiegel. 'Noite dos Cristais' O suposto atentado coincidiria também com o aniversário dos ataques nazistas da chamada Noite dos Cristais, quando milhares de locais de concentração de judeus foram atacados e dezenas de pessoas assassinadas. "Poderia-se até dizer que é um novo tipo de terror, apesar de nós sabermos de outros tempos que ataques a bomba foram planejados e executados em círculos da extrema-direita", afirmou Schilly, em entrevista à rede de televisão ZDF, referindo-se ao ataque que matou 13 pessoas em 1980. Schilly ainda elogiou a polícia pelo trabalho, que segundo o secretário do Interior da Baviera, Günther Beckstein, levantou também uma lista de possíveis alvos. Entre eles estão: mesquistas, uma escola grega e um alvo italiano. Os material apreendido inclui pelo menos 1,7 kg de dinamite, além de armas, granadas e munição. Órgãos da imprensa alemã especularam, durante o fim de semana, sobre os relatos de um possível fenômeno neonazista, uma "facção do Exército marrom", em uma comparação à antiga Facção do Exército Vermelho, um grupo de extrema esquerda. Marrom era a cor do uniforme usado pelos soldados de Hitler. "Diante da enxurrada de imagens do Oriente Médio, nos esquecemos de que extremistas também podem planejar aqui dentro", escreveu o articulista Guido Heinen, do jornal Die Welt. "O terrorismo político alemão está de volta." A revista semanal Focus afirmou que a internet teria, aparentemente, sido usada para o levantamento de informações sobre centros religiosos de Munique. |
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