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Blair 'ignorou' alerta sobre aumento do terror
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, levou o país à guerra apesar dos alertas dos seus chefes de inteligência de que a invasão do Iraque poderia aumentar o risco de terroristas terem acesso a armas de destruição em massa, segundo um relatório parlamentar. O relatório da Comissão de Inteligência e Segurança com o veredicto sobre como as informações da inteligência foram manipuladas antes da guerra, diz que esse alerta foi ignorado, mas nega que um dossiê do governo sobre armas de destruição em massa iraquianas tenha sido "maquiado". Segundo o relatório, o primeiro-ministro recebeu informações antes da guerra de que a ameaça da Al-Qaeda e de grupos terroristas aliados seria maior se o Iraque fosse invadido. Os parlamentares e seus colegas que faziam parte da comissão também criticaram o ministro da Defesa britânico, Geoff Hoon, por não ter divulgado as preocupações de funcionários do serviço de inteligência sobre algumas partes do dossiê sobre o Iraque. Resposta de Hoon Hoon disse em um debate no Parlamento nesta quinta-feira que lamentava qualquer "mal-entendimento" e que sempre tinha tentado ser aberto em relação às palavras do dossiê. Apesar de não ter chegado à conclusão de que o dossiê foi "manipulado", o relatório parlamentar diz que a inclusão da alegação de que o Iraque poderia lançar um ataque com armas de destruição em massa em apenas 45 minutos foi "inútil para a compreensão desse assunto". A informação de que as armas poderiam ser usadas em 45 minutos foi uma das mais controversas do dossiê e, de acordo com informações do próprio governo, baseou-se em uma única fonte. O documento afirma ainda que o dossiê não deixou claro que o governo de Saddam Hussein não era considerado "uma ameaça momentânea ou iminente para a Grã-Bretanha". |
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