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Arafat diz que não deixa a Cisjordânia
O líder palestino Yasser Arafat disse a uma multidão que se aglomerou em frente ao seu complexo em Ramallah que não irá para o exílio como indicou nesta quinta-feira o governo de Israel. Milhares de palestinos se juntaram em frente ao prédio onde fica o escritório de Yasser Arafat e gritavam slogans anti-Israel. Yasser Arafat teria feito o gesto da vitória diversas vezes durante o discurso. A decisão do gabinete de segurança israelense foi tomada depois de um encontro agendado para que o grupo considerasse uma resposta aos ataques suicidas que deixaram 15 mortos em Israel na terça-feira. Ainda não está claro, no entanto, como a decisão de expulsar Arafat seria concretizada. Uma das fontes ouvidas pela agência Reuters diz que o gabinete deve pedir ao Exército israelense que prepare um plano para a expulsão do presidente palestino. A decisão de não expulsar Arafat imediatamente teria sido tomada com medo de uma oposição americana. 'Obstáculo' Um comunicado divulgado pelo gabinete israelense afirma que Arafat é um "obstáculo para a paz" que Israel tem de romover.
O correspondente da BBC em Jerusalém, James Reynolds, disse que a decisão pode representar um esforço dos israelenses de mostrar ao primeiro-ministro palestino indicado Ahmed Korei que ele deve manter distância de Arafat. Ahmed Korei, que havia sido indicado para ocupar o cargo deixado por Mahmoud Abbas, disse que está suspendendo a sua tentativa de formar um novo governo, em protesto à decisão do governo de Israel de expulsar "em princípio" o líder palestino. Tropas israelenses teriam tomado o controle dos prédios ao redor do complexo onde Arafat tem estado confinado desde dezembro de 2001. O ministro do Trabalho palestino, Ghassan Khattib, disse à BBC: "Eu acho que isso tem de ser levado bem a sério.... tal ação é muito esperada deles (dos israelenses)". No entanto, o repórter da BBC em Ramallah, Richard Miron, disse que colocar a decisão do gabinete em prática pode ser difícil. Um porta-voz de Arafat pediu para que a comunidade internacional faça pressão para prevenir que a expulsão seja mesmo realizada. Atentados A notícia sobre a decisão do gabinete de Israel surge depois de dois atentados contra alvos israelenses que deixaram pelo menos 15 mortos nesta semana. O principal assessor de Arafat, Nabil Abu Rudeina, disse à agência France Presse que Israel "vai pagar um alto preço" se expulsar o presidente palestino. Uma outra autoridade palestina, ouvida pela Reuters, disse que "machucar ou expulsar Arafat vai desestabilizar a região e levar apenas tragédia ao povo israelense". Falando antes da decisão ser anunciada, o porta-voz para departamento de Estado americano, Richard Boucher, disse que enquanto o governo dos Estados Unidos via Arafat como parte do problema, não acreditar ser "útil" ao processo de paz expulsá-lo. Dois ministro israelenses – o ministro do Exterior Silvan Shalom e o da Defesa Shaul Mofaz – têm defendido a expulsar de Arafat, que eles consideram ser ligados ao "terrorismo anti-Israel". "Autoridades de segurança que no passado se opunham a esta medida agora são favoráveis a ela. Todo mundo agora concorda com ela", disse Shalom à rádio israelense antes do encontro do gabinete. Até agora, Sharon havia descartado a possibilidade de expulsão de Arafat temendo condenação internacional |
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