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Atualizado às: 10 de setembro, 2003 - 18h10 GMT (15h10 Brasília)
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Pressionado, Korei anuncia governo de emergência
Criança ferida no ataque contra o Hamas após ser atendida no hospital
Ataque também deixou 15 feridos

Pressionado pelos Estados Unidos, Ahmed Korei, que aceitou nesta quarta-feira o cargo de premiê palestino, anunciou que pretende formar um governo de emergência para tratar do que chamou de "essa crise".

O presidente americano, George W. Bush, havia afirmado pouco antes que a tarefa de Korei é tomar o controle das forças de segurança palestinas e, então, "lançá-las contra os assassinos".

"Ainda acredito fortemente que a existência de dois países vivendo lado a lado é um projeto de esperança para o futuro do Oriente Médio", disse Bush.

Pouco antes das declarações de Korei (cuja indicação ainda precisa ser aprovada pelo Legislativo palestino), aviões israelenses atacaram a casa de um líder do grupo militante Hamas na cidade de Gaza, deixando dois mortos.

Mísseis

No ataque, realizado com mísseis, além dos dois mortos, 15 pessoas ficaram feridas, segundo fontes de um hospital local.

O alvo do atentado, o líder político do Hamas Mahmud al-Zahar, teria sofrido apenas ferimentos leves.

Os mortos seriam um filho de Zahar e um de seus guarda-costas. O bombardeio também destruiu um mosteiro e boa parte de uma casa vizinha à do militante.

A ação israelense está sendo interpretada como uma reação aos dois atentados suicidas realizados pelo Hamas, na terça-feira, que deixaram pelo menos 15 mortos nas cidades de Jerusalém e Tel Aviv.

Atentados

No mais recente incidente, uma explosão em frente a um café em um bairro residencial do oeste de Jerusalém (região de maioria judaica) deixou pelo menos sete pessoas mortas e até 40 feridas.

O ataque ocorreu apenas horas depois de um outro, que deixou oito mortos e dezenas de feridos, perto de uma base do Exército israelense nos arredores de Tel Aviv.

No entanto, mesmo antes dos atentados em Israel, forças israelenses já vinham ampliando suas operações contra líderes de grupos militantes palestinos, com tentativas de assassinato como a desta quarta-feira.

O principal alvo dessas ações tem sido o Hamas, a quem o governo israelense prometeu "caçar e destruir".

Em uma dessas operações, um comandante do grupo foi morto na cidade de Hebron, na Cisjordânia.

O Hamas, por sua vez, havia jurado vingança no fim de semana depois que forças israelenses tentaram matar o líder espiritual do grupo, xeque Ahmed Yassin.

Desde então, os israelenses estavam esperando uma represália em algum momento, mas, segundo o correspondente da BBC em Jerusalém, Richard Galpin, o fato de dois militantes suicidas terem conseguido realizar os atentados em diferentes partes do país, apesar de um esquema especial de segurança, causou choque entre os israelenses.

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, que estava na Índia quando ocorreram os atentados, antecipou sua volta a Israel.

Comentando o primeiro atentado, Sharon disse que a "guerra contra os militantes palestinos" irá continuar.

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