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Atualizado às: 07 de setembro, 2003 - 20h22 GMT (17h22 Brasília)
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Análise: Os democratas podem ganhar de Bush?

George W. Bush
Bush: Iraque e economia deixam o presidente vulnerável

Talvez eles possam ganhar. Ganhar não só a indicação do Partido Democrata, mas também a Presidência dos Estados Unidos nas eleições do ano que vem.

A economia americana ainda não está funcionando a todo vapor, o governo George W. Bush não conseguiu recuperar os postos de trabalho perdidos, e os planos para o Iraque correm o risco de desmoronar.

Bush é um presidente vulnerável.

Os democratas não estão felizes com isso. Longe disso. O fato tem os colocado nervosos.

Os pré-candidatos brigam por oportunidades, cientes que os últimos democratas que chegaram à Casa Branca, Jimmy Carter e Bill Clinton, não lideravam a campanha quando ela começou. O jogo está aberto.

Os figurões do partido reclamam da carência de talentos disponível em apelam para que os grandes nomes do partido venham para a cena.

Está é certamente a razão pela qual o nome da ex-primeira-dama e senadora, Hillary Clinton, reapareceu na bolsa de apostas nos últimos dias.

Ele já deixou claro que não vai concorrer desta vez, mas está sendo usada como um bastão para golpear os candidatos-nanicos.

O pesadelo da direção do partido é que um presidente vulnerável concorra contra um democrata vulnerável e ganhe pela inércia.

Agora, quando a campanha começa a engatinhar, os olofotes estão sobre dois pré-candidatos democratas: o governador de Vermont, Howard Dean, e John Kerry, senador de Massachussets.

Kerry e Dean

O senador começou a corrida presidencial democrata como favorito, quando a corrida ainda não tinha tido o tiro de largada.

Kerry deu apoio à guerra no Iraque, ele próprio lutou no Vietnã, e era considerado como uma opção segura. Não seria atingido por críticas republicanas que poderiam mostrar um democrata como uma opção light para um contexto de guerra contra o terrorismo.

No entanto, o senador foi pego no contrapé por uma situação que ele não esperava.

A guerra no Iraque era bem popular nos Estados Unidos, e se opor a ela não era munição para um candidato. Mas as coisas mudaram.

A guerra não é mais popular como era, e o pós-guerra está levando os americanos a repensar o seu apetite por conflitos externos.

Pela esquerda do palco entra Howard Dean. Ele se opôs à guerra e agora está livre para atacar o presidente Bush. É isso que ele está fazendo, e a base do partido está adorando.

Ele é agora o pré-candidato a ser batido, na frente das pesquisas de opiniões para as primárias.

O problema de Dean é que, ao mesmo tempo que ele pode ganhar a indicação do partido, ele provavelmente não poderia ganhar a Presidência.

Ele é um liberal do norte, e, desde JFK, um liberal do norte não leva os democratas à Casa Branca.

Ele pode fazer uma boa jogada se formar uma chapa com um sulista, talvez Wesley Clark, antigo comandante da Otan, mas mesmo assim não vai ser fácil.

Plano B

Por enquanto, ainda parece que quando a poeira assentar os democratas poderiam tentar chegar a um acordo. Entra em cena Dick Gephardt.

Depois de perder a nominação em 1988, ele virou líder do partido na Casa dos Representantes do Congresso.

Ele também apoiou a guerra, mas tem um plano radical para revitalizar o sistema de saúde. Ele pode mobilizar a base do partido e talvez todo o país.

Mas há problemas com a candidatura Gephardt. Ele é visto por muitos como um político da máquina partidária, amigo dos sindicatos e um operador dos bastidores políticos. Ele seria um alvo fácil par aos marqueteiros de Bush.

E os outros pré-candidatos?

Joe Lieberman, candidato a vice na chama liderada por Al Gore, em 2000, pode ainda surgir no páreo, mas sua campanha ainda não decolou.

Bob Graham, da Flórida, pode causar problemas em teoria, mas até agora está apagado.

Talvez os debates movimentem o processo. Talvez um grande nome do partido apareça no último minuto e imploda os outros pré-candidatos. Um período interessante politicamente parece que vem por aí.

Interessante para mim, interessante para você, mas aparentemente não para a maioria dos americanos.

Uma pesquisa da rede de TV CBS sugere que dois terços do eleitorado americanos não pode dar o nome de nenhum dos nove pré-candidatos democratas.

Há uma montanha a ser escalada, e nós ainda estamos no vale.

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