|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Al-Jazeera condena prisão de jornalista na Espanha
O canal de TV árabe al-Jazeera condenou a prisão, na sexta-feira, de seu correspondente Tayseer Alouni na cidade espanhola de Granada. Alouni foi preso em sua casa sob ordens do juiz Baltasar Garzón, acusado de ter conexões com militantes radicais islâmicos. O juiz Baltasar Garzón ordenou a prisão porque, segundo o magistrado, ele seria suspeito de estar ligado à rede Al-Qaeda. Outros suspeitos de participarem da organização foram presos em Barcelona neste ano. O canal de TV, com base no Catar, disse ter entrado em contato com organizações de direitos humanos para conseguir apoio ao jornalista. "Há outros jornalistas que têm relações com suspeitos de integrar a al-Qaeda e há outras redes de TV que mostram declarações de integrantes da organização", disse o editor-chefe da al-Jazeera, Ibrahim Hilal, à agência de notícias Associated Press. "Por que, então, é o correspondente da al-Jazeera que é preso", questionou. 'Fins jornalísticos' Alouni ganhou notoriedade por seu trabalho no Afeganistão durante a ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos. Ele foi um dos poucos repórteres a receber permissão para trabalhar no país durante o regime do Talebã e entrevistou Osama bin Laden em outubro de 2001. "Qualquer um pode ter conhecidos que são ligados à al-Qaeda, e isso não é crime", disse Hilal. "Só é crime quando essas relações são usadas de forma ilegal, e não quando são usadas para fins jornalísticos", completou. O porta-voz da al-Jazeera, Jihad Blut, disse à agência de notícias AFP que o canal havia contratado um advogado para defender Alouni. À paisana Fontes policiais informaram que ele foi levado a Madri na tarde de sexta-feira após a detenção. Sua mulher, cujo nome não foi revelado, disse à al-Jazeera que Alouni foi capturado por agentes vestidos à paisana. "Policiais em roupas civis vieram à nossa casa com um mandado de busca na casa e para prender Tayseer...", contou. Fontes policiais disseram que Alouni era suspeito de dar apoio a Edin Barakat Yarkas, também conhecido como Abu Dahdah, que foi preso na Espanha em novembro de 2001, suspeito de ser o líder de um grupo islâmico radical no país. Alouni deverá comparecer ao tribunal na segunda-feira. Várias pessoas suspeitas de pertencer à al-Qaeda foram presos na Espanha desde os ataques do dia 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington. Algumas foram acusados de ligação com os ataques e continuam sob custódia da polícia, mas outras foram libertadas por falta de evidência. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||