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Líder islâmico é condenado a 4 anos de prisão
Um tribunal na Indonésia condenou o líder islâmico Abu Bakar Ba'asyir a quatro anos de prisão por participar em atos de alta traição, segundo a agência de notícias Reuters. O caso está sendo visto como um teste da vontade da nação islâmica mais populosa do mundo de reprimir radicais islâmicos. Ba'asyir, de 65 anos, é acusado de autorizar uma série de ataques a igrejas em 2002, que provocaram a morte de 19 pessoas. A acusação de alta traição seria relativa a ações que teriam por objetivo tentar derrubar o governo indonésio. O líder religioso nega as acusações, dizendo ser vítima de uma conspiração liderada pelos Estados Unidos para diminuir o poder do Islã na Indonésia. A correspondente da BBC em Jacarta, Rachel Harvey, disse que o processo contra Ba'asyir é baseado quase que totalmente no depoimento de testemunhas –a questão é se os cinco juízes acharão isso o suficiente para considerá-lo culpado. A promotoria pediu uma pena de 15 anos de prisão, mas analistas afirmam que, caso seja considerado culpado, Ba'asyir poderá até ser condenado à prisão perpétua. Analistas dizem que o governo da Indonésia temem que se Ba'asyir for mesmo condenado poderá haver grandes protestos por parte dos simpatizantes radicais do clérigo e também ataques em represália. Bali Ba'asyir é acusado de ser o líder do grupo radical Jemaah Islamiah (JI), o qual, acredita-se, teria conexões com a organização Al-Qaeda de Osama bin Laden. O líder religioso administrava uma escola em Java Central, antes de ser preso depois do ataque em Bali. Ele não chegou a ser acusado do atentado em Bali – que matou 202 pessoas – ainda que o grupo Jemaah Islamiah tenha sido responsabilizado pela explosão.
JI também tem estado ligado a uma série de outros ataques no sudeste asiático, incluindo a explosão em um hotel em Jacarta, no mês passado, na qual 12 pessoas morreram. Ba'asyir insiste que o JI não existe e diz estar apenas comprometido com uma campanha pacífica para fazer com que a lei islâmica seja respeitada. Sharia "Eu não sou culpado. Esse julgamento é sobre a minha luta para tentar impor a lei sharia", disse o líder religioso em sua defesa, na semana passada. Ele também acusou os Estados Unidos e Israel de fabricar evidências que o ligam a terroristas islâmicos, afirmando que o julgamento está sendo promovido "pelos inimigos de Deus, o governo americano e seus aliados." "Tudo isso tem o objetivo de prejudicar o Islã, para que seja dominado", afirmou. "Se os juízes concordarem com as acusações diabólicas e com a pena pedida pela promotoria, então, isso significará que esse tribunal está se inclinando para o mal e a tirania", completou. Pelo menos 33 suspeitos de integrar o JI estão atualmente sendo julgados, ou aguardando julgamento, pelo ataque em Bali. No início deste mês, o mecânico Amrozi foi condenado à morte por envolvimento no atentado. |
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