BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 02 de setembro, 2003 - 23h11 GMT (20h11 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Rebeldes curdos abandonam cessar-fogo
Um manifestante segura bandeira de partido curdo
Os curdos dizem que as concessões feitas pelo governo não são suficientes

O principal grupo militante curdo na Turquia afirmou estar pondo fim a um cessar-fogo unilateral declarado depois da prisão do líder curdo Abdullah Ocalan, quatro anos atrás.

Um porta-voz do grupo, que vem pressionando para que o governo turco também declare uma trégua, acusou as autoridades turcas de não ter garantido mais direitos políticos e culturais aos curdos que vivem no país.

No entanto, a porta-voz disse não esperar um retorno ao conflito total.

Mais de 3 mil pessoas foram mortas durante um período de 15 anos no qual o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, em curdo) lutou pela autonomia no sudeste da Turquia, onde a maioria dos moradores é curda.

O anúncio ocorreu em meio a uma demonstração em Diyarbakir – a maior cidade do sudeste turco – para pressionar por mais direitos e para pedir uma anistia geral aos prisioneiros curdos. O protesto teve a participação de milhares de curdos.

No mês passado, o governo turco introduziu uma anistia parcial aos integrantes do PKK, mas a medida não afetou os líderes do partido.

Os curdos representam a maior minoria étnica da Turquia. Estatístias dão conta de que eles são cerca de um quinto da população de cerca de 70 milhões.

Reformas

Abdullah Ocalan
Ocalan cumpre prisão perpétua

"O cessar-fogo unilateral chega ao fim a partir do dia 1º de setembro, e o cessar-fogo só pode continuar bilateralmente", afirmou o comunicado feito pelo grupo.

O Kadek havia ameaçado acabar com o cessar-fogo no início de setembro, caso o governo turco não atendesse ao chamado por uma trégua bilateral.

"Eu acredito que possa haver alguns conflitos de baixa intensidade", disse a porta-voz Mizgin Sen.

Ela acusou o governo turco de não conseguir atender aos pedidos dos curdos de mudanças constitucionais e mais liberdade de expressão, apesar de o Parlamento ter aprovado uma série de leis removendo algumas restrições impostas sobre os curdos.

"Tomar decisões é uma coisa. Implementá-las é outra... Ainda há questões importantes a serem resolvidas", disse a porta-voz.

Sen afirmou que o governo turco havia recentemente aumentado as operações contra os guerrilheiros do grupo.

Ela também insistiu não ter havido "atividades militares" pelo PKK, ainda que os rebeldes tenham sido responsabilizados por autoridades turcas por recentes incidentes de violência no sudeste do país.

Em 1999, ao declarar o cessar-fogo, os curdos afirmaram que iriam resolver o conflito através de canais políticos.

No entanto, a Turquia – que, juntamente com os Estados Unidos e muitos outros países europeus, considera o PKK uma organização terrorista – tem rejeitado os pedidos de negociações para resolver a questão curda.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade