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Atualizado às: 26 de agosto, 2003 - 04h51 GMT (01h51 Brasília)
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Segurança é reforçada em Mumbai
Policiais em um dos locais atacados
A polícia foi colocada em alerta máximo

O governo da Índia reforçou a segurança na capital comercial do país, Mumbai, depois que duas explosões no coração da cidade deixaram pelo menos 48 mortos.

A polícia foi colocada em alerta em aeroportos, estações de trem e locais religiosos, à medida em que os investigadores tentam descobrir quem poderia estar por trás dos ataques.

Líderes de vários países condenaram os ataques – detonados quase que simultaneamente – ao famoso monumento Portal da Índia e a um mercado de jóias perto do templo Mumba Devi.

Nenhum grupo ainda assumiu a responsabilidade pelas explosões, que deixaram cerca de 150 feridos, mas autoridades e políticos indianos indicaram que um grupo de estudantes islâmicos que havia sido banido pode estar envolvido no atentado, juntamente com um grupo militante da Caxemira que seria supostamente apoiado por Paquistão.

O correspondente da BBC na cidade, Frances Harrison, disse que pequenos grupos de moradores já começam a visitar os locais das explosões para prestar suas homenagens aos mortos.

Turistas

Segundo correspondentes, houve seis explosões na cidade em seis meses.

Há relatos de que a polícia estaria procurando por uma família de turistas que teriam alugado um dos táxis que explodiram.

O governo do Paquistão rapidamente condenou os atentados, criticando o ataque a civis.

Correspondentes afirmam que o governo da Índia culpou grupos com base no Paquistão por ataques recentes, mas, devido às últimas tentativas de melhorar as relações entre os países, dessa vez, ainda não houve nenhuma atribuição do tipo.

O governo do Paquistão descreveu os atentados como "atos de terror".

Hafiz Hussain Ahmed, líder parlamentar de uma aliança radical de partidos políticos islâmicos no Paquistão, disse que os ataques eram uma tragédia.

Ele afirmou que nenhuma religião permite o assassinato de pessoas inocentes.

Lashkar-e-Toiba

O comissário da polícia local, R. S. Sharma, disse acreditar que o grupo Lashkar-e-Toiba – um grupo militante islâmico com base no Paquistão – era o responsável pelas explosões.

Ele disse ser ainda muito cedo para dar muitos detalhes, mas afirmou acreditar que o mesmo grupo estaria envolvido em explosões na cidade em dezembro do ano passado e em janeiro e março deste ano.

O vice-premiê indiano, Lal Krishna Advani, disse que o Movimento Estudantil Islâmico da Índia (Simi, na sigla em inglês), agindo com o apoio do Lashkar-e-Toiba, foi o responsável por uma série de ataques nos últimos meses.

"Antes, essas explosões eram em ônibus e, em quase todos os casos, a organização envolvida era o Simi, agindo em conjunto com o Lashkar-e-Toiba", afirmou Advani.

Lashkar-e-Toiba é um dos dois grupos rebeldes com base no Paquistão que o governo indiano responsabiliza pelo ataque ao parlamento do país, em dezembro de 2001, que deixou 15 mortos, incluindo cinco suicidas.

Reação

O secretário-geral da ONU, Kofi Anna, descreu os ataques de segunda-feira como "desprezíveis".

O chefe das Relações Exteriores da União Européia, Javier Solana, disse que não pode haver nenhuma justificativa para tais atos.

O departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que os ataques eram atos covardes e que não tinham nenhum sentido.

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