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Eleição em Ruanda tem abstenção abaixo de 20%
Os eleitores de Ruanda compareceram às urnas em grande número na primeira eleição desde o genocídio que matou pelo menos 750 mil pessoas no país, em 1994. De acordo com o chefe da comissão que coordena as eleições em Ruanda, Chrysologue Karangwa, ainda antes do fechamento das urnas, cerca de 80% dos eleitores já tinham votado. Filas foram observadas nos postos de votação mesmo antes da abertura das urnas. Segundo a comissão eleitoral, os resultados da eleição deveriam sair ainda na segunda-feira. O candidato favorito é o presidente interino Paul Kagame, primeiro membro da etnia tutsi a assumir a presidência desde que Ruanda se tornou independente da Bélgica, em 1962. 'Avanço' "É um grande passo democrático que foi tomado no nosso país. Os ruandeses estão felizes, inclusive eu, por termos conseguido fazer esse enorme avanço", afirmou Kagame ao votar. Nos últimos anos, o país tem vivido um período de calma, e o presidente, que está no cargo desde 2000, diz que agora decidiu colocar à prova seu mandato.
No entanto, a oposição e organizações de direitos humanos reclamam de atos de intimidação de partidários do governo, principalmente contra o ex-primeiro-ministro Faustin Twagiramungu, da etnia hutu. Eles alegam que o candidato de oposição não tem tido liberdade para realizar sua campanha e que alguns de seus partidários teriam sido presos durante o trabalho. Prisões No domingo, a polícia prendeu 12 simpatizantes de Twagiramungu, sob a alegação de que estariam planejando atos de violência. O ex-primeiro-ministro disse que os suspeitos eram, na verdade, observadores eleitorais e que a prisão do grupo foi ilegal. "Pessoas estão sendo espancadas, três delas inclusive morreram, e outras deixaram o país ou estão escondidas," acusou o ex-primeiro-ministro. A organização Anistia Internacional acusou o presidente Kagame de ter ordenado a Frente Patriótica de Ruanda a intimidar a oposição, utilizando inclusive ameaças de morte. Twagiramungu, que retornou a Ruanda neste ano após um período no exílio, é acusado pelo governo de fomentar as divisões étnicas, acusações que ele rejeita. |
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