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Brasil negocia duro e atrasa reunião da OMC em Genebra
As negociações preparatórias para a rodada da OMC em Cancún, no México, que acontecem na segunda-feira e na terça-feira em Genebra estão avançando pouco e, para diplomatas que participam do encontro, o Brasil é um dos principais responsáveis por isso. "Todo mundo naquela sala (de reuniões) está bastante insatisfeito com o que foi proposto, mas o Brasil é o país que mais está reclamando", disse um técnico da OMC. Um diplomata da missão brasileira admitiu que o Brasil está negociando "duríssimo" para conseguir mais concessões na área de agricultura. "O Brasil é um dos países que estão liderando o mundo em desenvolvimento nas negociações agrícolas e tem um grande interesse neste assunto, então é natural que estejamos insistindo muito em alguns pontos", afirmou o diplomata. Subsídios Uma das questões que mais estão emperrando as negociações diz respeito aos subsídios agrícolas que os Estados Unidos e a União Européia dão aos seus produtores. O documento que está sendo discutido em Genebra prevê uma eliminação progressiva dos subsídios até que eles sejam eliminados por completo. Mas o texto preparado pelo presidente do Conselho Executivo da OMC, Carlos Perez del Castillo, – combinando as propostas de Europa e Estados Unidos com as dos países em desenvolvimento – não prevê qualquer prazo para que isto aconteça. "Não precisamos sair daqui com uma data definida, mas com parâmetros para que os ministros, na reunião de Cancún, tenham esta referência e tomem uma decisão", explicou um membro da missão brasileira. "Se sairmos daqui sem a necessidade de definição de uma data claramente consignada no texto, vai ser bem mais difícil conseguir isto em Cancún. Negociações Nas palavras de um técnico da OMC, a reunião da entidade é um "grande balcão de barganhas onde todos querem tudo mesmo sabendo, no fundo, que vão ter de ceder." Para tentar conseguir vantagens na agricultura, o Brasil e outros países em desenvolvimento têm de ceder terreno em outras áreas, sendo que o setor de serviços é um dos que interessam hoje aos países ricos. Os diplomatas brasileiros temem que se a chance de estabelecer algumas concessões agora que estão acontecendo reuniões preparatórias for perdida, vai ser muito mais difícil para avançar em Cancún. |
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