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Cruz Vermelha retira estrangeiros do Iraque
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha está reduzindo as suas operações no Iraque por causa de receios de que pode ser alvo de ataques. Apenas 50 dos 130 estrangeiros que trabalham para a agência humanitária devem continuar no Iraque. "O nível de violência é muito alto no Iraque e as autoridades - as forças americanas - não conseguem garantir a segurança no país", afirmou a porta-voz da organização em Bagdá, Nana Doumani. A correspondente da BBC em Bagdá Susannah Price afirma que a Cruz Vermelha costuma permanecer em zonas de conflito e, por isso, sua decisão deverá levar outras agências humanitárias a rever suas atividades no Iraque. A organização - que está no país desde 1980 - tem desenvolvido trabalhos que vão da monitoração das condições de prisioneiros à reconstrução da infra-estrutura do país. De fato, outras agências já estão limitando ou interrompendo seus trabalhos no país desde a semana passada, quando um atentado à sede da ONU em Bagdá deixou 20 mortos, entre eles o representante máximo do órgão no país, Sérgio Vieira de Mello. 'Cidade sem lei' No fim de semana, médicos trabalhando para o Movimento da Paz, Desarmamento e Liberdade, da ESpanha, deixaram o Iraque. "Bagdá é uma cidade sem lei", afirmou o médico Gabriel Espana, ao desembarcar em Madri. A própria ONU retirou funcionários cuja presença não seja essencial para a manutenção de suas operações no Iraque. A morte de três civis em uma tentativa de assasinato a um dos mais importantes clérigos xiitas do Iraque, o aiatolá Seyed Mohammed Said al-Hakim, contribuiu para aumentar a percepção de falta de segurança no país. As vítimas eram guarda-costas do líder religioso. "Houve o atentado na embaixada da Jordânia, o ataque à sede da ONU e, depois, há um aumento dos atos criminosos contra civis iraquianos. Nós só podemos levar essa informação a sério", afirmou a porta-voz da Cruz Vermelha Nada Doumani. A própria Cruz Vermelha teve dois funcionários mortos e um ferido em ataques desde abril. |
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