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ONU reavalia segurança de missão em Bagdá
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, está reunido nesta quarta-feira com integrantes do Conselho de Segurança da ONU em Nova York para reavaliar a segurança da missão da ONU no Iraque. Em um comunidado, o Conselho disse que a ONU não será intimidado pela explosão de terça-feira em Bagdá, que deixou pelo menos 20 mortos, inclusive o representante máximo da ONU no país, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello. O comunicado também reafirma a determinação do Conselho de ajudar o povo iraquiano a decidir o próprio futuro. Mais cedo, Annan disse que tanto a ONU quanto os Estados Unidos haviam cometido erros no Iraque, mas enfatizou que a segurança no país é de responsabilidade do governo americano. Annan disse ter ficado surpreso ao ouvir relatos de que a ONU teria recusado uma oferta feita pelas tropas americanas para garantir a segurança da sede da missão no Iraque. "Eu não sei se a missão da ONU realmente recusou uma oferta de proteção, mas, se isso aconteceu, foi uma decisão incorreta", disse o secretário-geral. "Esse tipo de decisão, no entanto, não deve ser deixado para os que são protegidos. Os que têm a responsabilidade pela segurança, pela lei e pela ordem e tem as informações dos serviços de inteligência são os que devem determinar que tipo de medida tomar", completou. Na quinta-feira, Kofi Annan irá se encontrar com o secretário de Estado americano, Colin Powell, e o ministro do Exterior britânico, Jack Straw. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, havia dito mais cedo na quarta-feira que o número de soldados no Iraque não será aumentado. 'Ataque suicida' A ONU levou 20 funcionários da missão da organização no Iraque que ficaram feridos na explosão para a Jordânia, mas o porta-voz da organização, Fred Eckhard, disse que apenas dois dos cerca de 300 empregados em Bagdá haviam aceitado a oferta para retornar a seus países. O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional – instituições que estão envolvidas na reconstrução da economia iraquiana – determinaram a saída de seus funcionários do país. A Comissão Européia também está chamando de volta alguns de seus empregados. Investigadores americanos dizem ter encontrado partes de corpo humano dentro do caminhão usado no atentado, aumentando a especulação de que o ataque foi suicida. O FBI – que está ajudando a polícia iraquiana a investigar o ataque – disse que cerca de 680 quilos de explosivos foram usados. O FBI está pesquisando os registros de veículos no Iraque para tentar descobrir um eventual número de placa para o caminhão. Uma escavadora mecânica tenta remover a grande quantidade de escombros de concreto no local da explosão, depois que as buscas por sobreviventes foram reduzidas. Aviso Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque. Thomas Fuentes, do FBI, disse que seria apenas especulação afirmar se os responsáveis eram estrangeiros ou iraquianos leais a Saddam Hussein. Ahmad Chalabi, integrante do Conselho de Governo interino no Iraque, disse que o grupo havia avisado os Estados Unidos da possibilidade de um ataque dias antes da explosão na sede da ONU. Ele disse ter recebido informações no dia 14 de agosto de que um caminhão seria usado em um grande ataque que teria como alvo um local "mais vulnerável" em Bagdá. A explosão na sede da missão da ONU em Bagdá é um dos mais devastadores ataques a um complexo civil da organização nos 58 anos de história do órgão. |
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