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Justiça do Marrocos condena quatro à morte
Um tribunal do Marrocos condenou à morte quatro homens acusados de conexão com os ataques suicidas que mataram 45 pessoas em Casablanca, em maio. Os quatro homens estavam entre os 87 acusados de integrar um grupo extremista islâmico que estaria operando clandestinamente, chamado Salafia Jihadia. Os juízes consideraram os quatro culpados de assassinato premeditado nos cinco ataques simultâneos no dia 16 de maio. Os outros acusados receberam penas que variaram de dez meses na prisão à prisão perpétua, segundo a agência de notícias AFP. Três das penas de morte foram dadas a Mohamed El Omari, de 23 anos, Rachid Jalil, de 27, e Yassine Lahnech, de 22 – os três teriam cancelado os próprios ataques suicidas na noite dos atentados. Doze suicidas estavam entre as 45 pessoas que morreram em Casablanca. Hassan Taousi, considerado um dos líderes do grupo radical islâmico, também recebeu a pena de morte depois de ter sido considerado culpado – como os outros – de "homicídio voluntário com premeditação", assim como de outras acusações. As autoridades marroquinas acreditam que o Salafia Jihadia – que prega a violência contra interesses americanos e contra judeus no Marrocos – esteja ligado à organização Al-Qaeda do saudita Osama bin Laden. Mais julgamentos Um dos quatro clérigos islâmicos que estavam sendo julgados pelo caso foram condenados à prisão perpétua, enquanto que os outros foram condenados a 30 anos de prisão. A segurança no julgamento foi extremamente rigorosa. Os acusados ficaram atrás de uma parede de vidro à prova de balas, e havia um detector de metais na sala do tribunal. Quando a veredicto foi anunciado, os acusados gritaram "Deus é bom!". As autoridades marroquinas disseram que cerca de 700 serão ainda julgados em conexão com os ataques de maio. Um restaurante espanhol, o consulgado belga, um centro comunitário judaico, um cemitério judaico e um hotel foram os alvos dos ataques suicidas realizados em Casablanca. |
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