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Atualizado às: 15 de agosto, 2003 - 10h43 GMT (07h43 Brasília)
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Perfil: Hambali, o 'Osama Bin Laden da Ásia'
Riduan bin Isomuddin, também conhecido como Hambali
Hambali foi indiciado à revelia nas Filipinas

O indonésio Hambali é chamado pela Central de Inteligência Americana (CIA) de o "Osama Bin Laden" do sudeste da Ásia.

Acredita-se que ele seja o chefe de operações do obscuro grupo militante islâmico Jemaah Islamiah, que é considerado suspeito de envolvimento em várias operações extremistas.

O acadêmico islâmico de cerca de 40 anos, cujo nome verdadeiro é Riduan Bin Isamuddin, ele era procurado na Indonésia, Malásia, Cingapura e Filipinas, por suposta conexão com atentados a bomba nos últimos dois anos.

Ele também é acusado de ter organizado na Malásia, em 2000, um encontro entre dois dos seqüestradores de aviões usados nos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e outros membros da Al-Qaeda.

Conexões

Outra suspeita que recai sobre Hambali é que ele tenha tido participação sobre no atentado contra o navio de guerra americano USS Cole, na costa do Iêmen, em outubro de 2000.

A expectativa é que ele seja submetido a um longo interrogatório, depois de ele ter sido preso, aparentemente, na Tailândia.

As autoridades de Washington estariam ansiosas para conseguir dele qualquer informação relacionada à JI e suas possíveis conexões com a Al-Qaeda.

A JI é acusada pelo atentado de 12 de outubro de 2001 em Bali, que deixou 202 mortos, e pelo ataque no hotel Marriot de Jacarta em 5 de agosto deste ano, que matou 12 pessoas.

Analistas acreditam que a JI quer estabelecer um Estado islâmico unindo a Malásia, Indonésia, Cingapura e parte das Filipinas.

Abu Bakar

O serviço de inteligência civil da Indonésia acusou especificamente Hambali de ter relação com o ataque em Bali.

O governo do país acredita que ele tenha sido o principal responsável pelo planejamento da operação, além de ter possibilitado seu financiamento.

O ministro da Defesa da Indonésia, Matori Abdul Djalil, disse que Hambali seria o vice de Abu Bakar Ba’asyir, o suposto líder principal da JI.

Abu Bakar Ba’asyrir está sendo julgado na Indonésia em conexão com uma série de ataques a bomba contra igrejas cristãs em 2000.

Ele, porém, nega participação no atentado de Bali e qualquer ligação com a JI.

Família numerosa

Hambali nasceu no oeste da ilha de Java, em 1966, e tem 12 irmãos.

Quando era adolescente, ele se envolveu em uma rede de grupos ativistas locais conhecida coletivamente pelo nome de Jemaah Islamiyah, cuja tradução literal é "comunidade islâmica".

Um dos homens que controlava essa rede era, supostamente, Abu Bakar Ba’asyir.

Hambali teria seguido o caminho do radicalismo islâmico como uma reação à repressão religiosa imposta pelo presidente indonésio Suharto durante os anos 70 e 80. Em 1985, quando tinha 19 anos, ele buscou asilo na Malásia, junto com Ba’asyir e outros.

De lá, ele viajou para o Afeganistão em 1988, para lutar contra a ocupação soviética do país.

Ele retornou à Malásia em 1990, onde, acredita-se, ele teria viajado pelo país recrutando jovens muçulmanos para se juntar a uma Jihad (Guerra Santa), com o objetivo final de criar o Estado islâmico.

Suharto deixou o poder na Indonésia em 1998, e Hambali teria voltado ao país em outubro de 2000 para recrutar mais seguidores.

Indiciamento

Na véspera do Natal de 1998, uma série de bombas explodiu quase simultaneamente em nove cidades indonésias, muitas das quais atingindo igrejas. Dezoito pessoas morreram.

Vários suspeitos pelos atentados disseram que Hambali, que retornou à Malásia poucos dias antes dos ataques, havia sido o organizador.

Poucos dias depois, 22 pessoas morreram em uma série de atentados na capital filipina, Manila. A polícia das Filipinas disse que havia indícios de que Hambali financiou os ataques.

A promotoria filipina indiciou Hambali à revelia por seu suposto envolvimento num plano para contrabandear explosivos das Filipinas para Cingapura no ano 2000, para um ataque contra alvos americanos e israelenses que acabou não ocorrendo.

Agora que Hambali foi preso, a questão que permanece é em medida sua detenção vai diminuir os ataques no sudeste asiático.

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