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Atualizado às: 15 de agosto, 2003 - 07h57 GMT (04h57 Brasília)
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Energia começa voltar nos EUA e no Canadá
Filas imensas se formaram em frente a telefones públicos
Filas imensas se formaram em frente a telefones públicos

A energia começa a voltar lentamente às sete cidades americanas e canadenses afetadas pelo maior blecaute da história dos dois países, mas o restabelecimento total ainda deverá levar horas, se não dias.

A rede de energia caiu em Nova York, Detroit, Cleveland, Chicago, Toronto, Ottawa e Toledo por volta de 16h da quinta-feira (17h no horário de Brasília), quando milhões de pessoas estavam prestes a deixar o trabalho.

Estima-se que 50 milhões de pessoas tenham sido afetadas pelos apagões.

Em Nova York, a cidade mais afetada, o transporte público ainda não está funcionando e milhares de pessoas que moram fora de Manhattan ainda não conseguiram voltar para casa.

Os que puderam foram andando para casa, transformando as pontes de Nova York em verdadeiras passarelas.

Sem semáforos, o trânsito virou um caos. O blecaute também provocou o fechamento do túnel Detroit-Windsor, usado por cerca de 27 mil veículos diariamente.

Trens, elevadores, metrôs e prédios de escritórios ficaram sem eletricidade.

Bom senso

O prefeito da cidade, Michael Bloomberg, disse esperar que a energia esteja de volta pela manhã desta sexta-feira.

Até lá, Bloomberg pediu "bom senso" aos nova-iorquinos. "Encare isso como um dia de neve. Olhe pela jenala e ouça o rádio. Tirar o dia de folga não seria ruim."

A expectativa é que as Bolsas – que haviam acabado de encerrar as operações quando caiu a rede de energia – operem normalmente.

Causa

Autoridades americanas e canadenses divulgaram versões divergentes sobre o que pode ter provocado os apagões.

O governo canadense afirma que tudo começou do lado americano, mas divulgou pelo menos três hipóteses diferentes: primeiro, a de incêndio em uma estação elétrica perto da cidade de Niagara, no Estado de Nova York; depois, um incêndio provocado por um relâmpago, também em Niagara; e, por último, um incêndio em uma usina na Pensilvânia.

Um porta-voz do governador de Nova York disse, no entanto, que as autoridades americanas investigam a possibilidade de que problemas na transmissão de energia do Canadá tenham provocado o blecaute.

De qualquer forma, os dois países que usam a mesma rede de energia – trataram o incidente como uma falha no sistema, e não como um ato de sabotagem.

Terrorismo

O presidente americano, George W. Bush, foi a público para dizer que o blecaute não estava relacionado à nenhuma ação terrorista e afirmou que o país está melhor preparado para lidar com uma emergência do que estava há dois anos e meio.

Em Nova York, no entanto, a declaração do presidente não impediu que o caos na cidade trouxesse lembranças dos ataques de 11 de setembro de 2001.

"De repente você começa a pensar em 11 de setembro", afirmou à agência de notícias Reuters a enfermeira Mary Horan, que estava em um grupo de pessoas que ficaram desalojadas durante a noite.

O correspondente da BBC em Nova York, John Terret, afirma, porém, que de uma forma geral o clima na cidade não era de pânico.

As pessoas saíram de prédios e trens de forma relativamente organizada e, segundo os serviços de emergência em Nova York, não há relatos de feridos durante os trabalhos de evacuação de prédios e trens.

Ainda assim, a polícia e o Corpo de Bombeiros – que afirmaram não ter havido registros de incêndios ou atividades criminosas – chamaram todos os seus funcionários ao trabalho.

Terret diz que Nova York tem uma história de apagões e as autoridades vinham pedindo havia dias para a população economizar energia.

Alto verão

A situação tem sido ainda mais difícil por causa das altas temperaturas registradas em Nova York e Toronto.

Gabriela Mira, de 40 anos, e a filha dela de seis meses esperaram por um longo tempo para usar um telefone público.

"Eu tive de sair de casa. Estava escuro, tudo parou de funcionar, e eu fiquei com medo. Sem ar condicionado, sem telefone. E está tão quente", afirmou.

O correspondente da BBC em Toronto, Lee Carter, disse que foi registrada na cidade uma situação semelhante à verificada em Nova York – caos no trânsito, em escritórios e nas ruas.

Também foram registrados problemas em trens, elevadores, semáforos e até mesmo os telefones celulares deixaram de funcionar.

Segundo as autoridades americanas, nove reatores nucleares em quatro Estados americanos foram fechados por medida de segurança.

Em Ottawa, capital do Canadá, foram registrados saques em meio à escuridão.

Toronto, a maior cidade do país – com 2 milhões de habitantes – o trânsito também ficou bastante problemático.

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