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Britânico é preso nos EUA ao tentar vender míssel a 'terrorista'
Um vendedor de armas britânico foi preso nesta terça-feira nos Estados Unidos acusado de tramar a venda de um míssel letal para terroristas. Autoridades dos serviços de inteligência ocidentais confirmaram à BBC que a operação para desvendar a trama teve a participação de agentes americanos, russos e britânicos. O vendedor foi preso em Nova Jersey. Ele teria importado um míssel russo Igla para dentro dos Estados Unidos e estaria planejando vendê-lo a um muçulmano extremista. Duas outras pessoas foram presas mais tarde em Nova York. Os três devem ser levados ao tribunal na quarta-feira. Mas o comprador era, na verdade, um agente do FBI disfarçado. Ele teria dito ao vendedor de armas que planejava derrubar um avião grande de passageiros ou mesmo o avião presidencial. Há informações de que o homem preso é um vendedor de armas bem estabelecido, de meia-idade e de origem indiana, que vive em Londres. Cooperação Ainda que nenhum terrorista estivesse realmente envolvido na operação, funcionários dos serviços de inteligência dizem que foi um exemplo assustador da vulnerabilidade das nações ocidentais. Nos últimos 15 meses, houve três tentativas fracassadas de grupos ligados à organização Al-Qaeda para derrubar aviões levando passageiros israelenses ou ocidentais. O correspondente da BBC Tom Mangold disse que o britânico preso nesta terça havia comprado um míssel por US$ 85 mil de um corrupto gerente em uma fábrica russa e havia recebido a promessa de que outros 50 poderiam ser adquiridos. Mangold afirmou que a prisão demonstrou uma "fantástica" cooperação entre os Estados Unidos, Rússia e Grã-Bretanha. "Velhos inimigos realmente se deram as mãos", disse. O governo russo teria detectado o traficante de armas há cinco meses em São Petersburgo. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, autorizou o FBI a enviar um agente disfarçado à Rússia. O traficante de armas foi de Londres para Nova York em um vôo da British Airways. Mas ele teria sido seguido de perto no avião por agentes de segurança, até ser preso. |
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