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Desafio de reconstruir a Libéria é enorme, diz oposicionista
Recolocar a Libéria nos trilhos será um enorme desafio e o sucesso da empreitada dependerá do atual processo de transição que vive o país. Essa é a opinião de Ellen Johnson-Sirleaf, líder do grupo de oposição liberiano Partido da União, e uma das pessoas cotadas para assumir o poder no país. Ela foi a segunda colocada nas eleições que levaram Charles Taylor à Presidência, em 1997, e continua influente entre os liberianos. Em uma entrevista à repórter da BBC Brasil Ilana Rehavia, a política disse também que governo de transição enfrentará fortes desafios, como desarmar milhares de liberianos, principalmente jovens, restabelecer a infra-estrutura social básica e fazer a economia se mover novamente. "Nossa economia entrou em colapso, o povo não tinha liberdade, havia violação dos direitos humanos e todas essas coisas deixaram o povo sem esperança. Agora nós temos que trazer nossos refugiados de volta para casa, nossas crianças para a escola – primordialmente, os jovens que pegaram em armas e muitas vezes foram coagidos a lutar. Nós temos que dar a eles um futuro", afirmou Ellen Johnson-Sirleaf. Ela disse ainda que acredita que o período de transição será determinante no futuro da Libéria. A líder do Partido da União diz que os grupos rebeldes não vêem problemas no fato de que o vice de Taylor ficará por um tempo no governo. "O presidente Blah e muitos outros que serviram na administração de Taylor tem que ser incluidos de uma forma ou de outra, eu não sei em que capacidade, isso ainda será negociado, mas o governo de transição tem que ser de inclusão e o presidente Blah tem que ser parte desse projeto. Tem que haver uma composição em que todos têm um papel a desempenhar", afirmou Ellen Johnson-Sirleaf. Na opinião de Sirleaf, a comunidade internacional terá um papel importante na manutenção da paz na Libéria e teve participação decisiva na renúncia de Charles Taylor. Ela diz que, pela primeira vez, a comunidade internacional prestou atenção aos problemas da Libéria. Para a líder oposicionista, os principais agradecimentos vão para os países que compõem a Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental, os primeiros a atender aos apelos dos liberianos. Transição A passagem de poder do presidente em exercício da Libéria, Moisés Blah, para um governo de transição foi marcada para o dia 14 de outubro próximo, disse Blah assumiu o poder depois da renúncia do presidente Charles Taylor. Representantes de grupos de oposição e do governo da Libéria participam de negociações de paz em Accra, em Gana, para definir como será o governo de transição do país. Sirleaf diz que os grupos de oposição esperam o processo de escolha do novo presidente seja acelerado, agora que Taylor deixou o poder e que Blah assumiu de forma constitucional. O governo permanente deverá ser escolhido depois, por meio de eleições. |
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