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Ativistas criticam 'caçada' do príncipe William
Príncipe William e conjunto musical de Botswana
Banda de Botswana tocou no aniversário de 21 anos do Príncipe William

Grupos de defesa dos direitos dos animais reagiram com irritação nesta segunda-feira à notícia de que o príncipe William, o segundo na linha de sucessão do trono britânico, teria matado um pequeno antílope durante suas férias no Quênia, por esporte.

Esportes como a caça, especialmente a caça à raposa, muito associada à aristocracia, têm causado controvérsia na Grã-Bretanha.

Segundo o jornal britânico, Mail on Sunday, o filho mais velho do príncipe Charles e da princesa Diana (que morreu em 1997) teria matado um pequeno antílope durante aulas de caça com um guerreiro massai, na África.

Mas o porta-voz do Palácio de St. James, residência oficial do príncipe, não comentou a notícia.

Legei, o líder de uma aldeia massai, disse ao jornal britânico que William aprendeu a usar a lança de madeira e ponta de metal tendo como alvo troncos de árvores.

"Adotando o estilo dos massais, William se aproximou do animal em silêncio, fez mira e o atingiu de primeira", disse Legei.

"Eu fiquei orgulhoso dele. Ele pegou o animal pelo rabo e o mostrou para mim. Em casa nós comemos esses animais mas eu acho que o príncipe William nem pensou nisso (em comer o animal)", concluiu o jovem massai.

"Desumano"

O porta-voz da Sociedade Mundial para a Proteção dos Animais, Jonathan Owen, criticou a notícia. "Uma das primeiras coisas que pensamos foi porque alguém sentiu a necessidade de matar um animal durante suas férias, e o porquê de alguém fazer isso de uma forma que poderia ser bastante desumana?" disse Owen.

"Atingir um animal com uma lança é uma forma cruel de matá-lo, e não garante que o animal morra rapidamente, se isso for feito por alguém que não tem experiência no uso da lança", afirmou Owen.

"Nós possuímos centenas de milhares de membros e, quando eles viajam de férias, gostam de ver animais em seu ambiente natural, não de tirá-los de circulação".

O príncipe, de 21 anos, está passando um mês na África Oriental com amigos e aprendendo várias práticas tribais, inclusive a lidar com gado.

Antes de seu último aniversário em junho, William concedeu uma entrevista à imprensa britânica na qual explicou seu apreço pelo continente africano e disse que estava aprendendo suaíle por contra própria.

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