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Atualizado às: 11 de agosto, 2003 - 16h03 GMT (13h03 Brasília)
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Justiça indiana pede exame de amostras de Pepsi
Pepsi
A Pepsi indiana diz que acusações têm intenção de causar pânico

Um tribunal da Índia determinou nesta segunda-feira a análise de amostrasdo refrigerante Pepsi-Cola para estabelecer se são verdadeiras ou falsas as acusações de que há traços de pesticida na bebida.

A Pepsi e seu maior rival, a Coca-Cola, disputam as acusações de um órgão de fiscalização na Índia de que seus produtos contêm pesticidas – alegações que já provocaram o boicote dos refrigerantes.

Na semana passada, a agência ambiental indiana afirmou que embalagens de Coca-Cola e Pepsi vendidas no país apresentam quantidades de pesticida tóxico acima dos limites estabelecidos por lei.

As duas empresas negam terminantemente as acusações, o que levou o Supremo Tribunal de Nova Délhi a exigir o exame de amostras de Pepsi no laboratório do governo indiano. Os resultados têm de ser publicados em três semanas.

Avaliação

A decisão foi tomada depois de a filial indiana da Pepsi ter pedido uma "avaliação independente" na Justiça para desmentir o relatório do Centro para Ciência e Desenvolvimento (CCD).

O ministério da Saúde da Índia já havia encomendado outras duas análises independentes – o que foi elogiado pelas empresas.

A publicação do relatório do CCD levou a uma série de protestos na Índia.

Protesto
Muitos indianos estão revoltados com as 'colas'

O Parlamento proibiu a venda de Pepsi e Coca-Cola em suas cantinas, enquanto o ministério da Defesa soltou nota exigindo a suspensão imediata da comercialização dos produtos em seus clubes.

A discussão começou na terça-feira, quando o CCD disse ter testado amostras das duas marcas e encontrado vestígios de quatro produtos químicos tóxicos.

As empresas reagiram dizendo que seus produtos passam por rigorosos testes de qualidade, aprovados por laboratórios indianos e internacionais.

O presidente da Pepsi na Índia, Rajev Bakshi classificou as acusações de "alegações tresloucadas... calculadas para disseminar o pânico entre os consumidores".

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