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EUA anunciam prisão de ministro iraquiano 'de novo'
Mais um alto integrante do regime de Saddam Hussein está sob custódia militar dos Estados Unidos, informaram autoridades americanas no Iraque. O ex-ministro do Interior iraquiano, Mahmoud Dhiyab al-Ahmad - o número 29 na lista dos iraquianos mais procurados elaborada pelos Estados Unidos - se entregou na sexta-feira, infomou o Comando Central Americano. Os militares americanos, no entanto, já haviam anunciado a prisão do ex-ministro há um mês. Eles agora admitem que a declaração estava errada. "Pensamos que ele havia sido preso, mas não era verdade. Agora ele está detido", informou um porta-voz do Exército. As autoridades americanas também anunciaram que o FBI (a polícia federal americana) vai ajudar nas investigações do atentado a bomba contra a embaixada da Jordânia em Bagdá, que na última quinta-feira causou a morte de pelo menos 14 pessoas. O administrador americano no Iraque, Paul Bremer, disse que o FBI vai fazer o que estiver ao seu alcance para ajudar as autoridades locais a rastrear os responsáveis pelo atentado. Até agora ninguém assumiu a autoria do atentado, mas as suspeitas recaem sobre o grupo militante islâmico Ansar al-Islam. Confrontos Os anúncios da prisão do ex-ministro e da investigação foram feitos durante uma fase de crescente instabilidade no Iraque. Quatro soldados americanos foram feridos em emboscadas na cidade de Kirkuk, norte do Iraque, e em Bagdá, informou a agência de notícias AP. No sul, soldados britânicos foram atacados em Basra, depois de terem sido destacados para controlar os confrontos por causa de combustível. As informações são de que os manifestantes atiraram pedras, atacaram carros com registro do Kuwait e queimaram pneus em protesto contra a falta de eletricidade que vem causando enormes filas nos postos de gasolina. Uma testemunha contou que, em um dos postos, as forças britânicas foram atingidas pelas pedras e atiraram para o alto, para controlar a multidão.
Em um discurso no sábado, o presidente americano, George W. Bush, alertou que a reconstrução do Iraque vai levar um longo tempo, 100 dias depois de ter anunciado o fim dos grandes combates no Iraque. "Cem dias não é tempo suficiente para desfazer o terrível legado de Saddam Hussein. Este é um trabalho difícil e perigoso, que exige tempo e paciência", disse Bush, em seu discurso semanal no rádio. |
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