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Novos choques deixam dois mortos em Basra
Duas pessoas morreram no segundo dia consecutivo de confrontos entre iraquianos e tropas britânicas em Basra, no sul do Iraque. Os choques ocorreram durante protestos da população contra a falta de estrutura na cidade. Centenas de pessoas, principalmente jovens, tomaram as ruas, pedindo que os britânicos restabeleçam o abastecimento de eletricidade e petróleo. Um porta-voz do Exército britânico afirmou que os protestos deste domigo não foram tão violentos quanto os de sábado, que envolveram 2 mil pessoas. No entanto, manifestantes armaram barricadas com pneus em chamas e o porta-voz confimou que as tropas britânicas receberam e dispararam tiros. A temperaturas de 57ºC, a falta de eletricidade e petróleo impede os iraquianos de usar refrigeradores e dificultam o funcionamento de empresas e até de hospitais, que não podem usar geradores próprios. "Eles não nos deram o que prometeram e nós cansamos de esperar", disse Hassan Jassim, um estudante de 19 anos. "Não é político. Nós não temos gás, energia nem salários. Eu não sou contra esta coalizão, tudo o que eu quero é água", disse outro manifestante, o motorista Fadil Salman. Saques O Exército britânico afirma que é difícil manter o suprimento normal de energia e combustível diante dos constantes saques e sabotagens nas instalações do país. Gangues organizadas cortam cabos de eletricidade para obter o cobre. Sem energia elétrica, as refinarias de petróleo não produzem diesel nem gasolina. Além disso, há casos de contrabando de petróleo para fora do país. Mas o porta-voz das forças britânicas em Basra, major Charlie Mayo, disse que combustíveis já estão sendo transportados para postos de gasolina. Com a melhora na situação do abastecimento e a ajuda de clérigos muçulmanos, Mayo disse que espera que a situação se acalme. No sábado, a ordem em Basra se restabeleceu depois que os líderes religiosos pediram calma à população. O general Mayo, no entanto, insistiu que os incidentes não estão ligados a um sentimento antibritânico. "Noventa e cinco dos iraquianos estão trabalhando conosvo para colocar esse país de volta nos trilhos", afirmou. Uma das vítimas dos confrontos deste domingo foi um nepalês que trabalhava para uma empresa de segurança. Ele teria sido morto quando entregava correspondência para as Nações Unidas. O outro morto era iraquiano mas não foram divulgados detalhes de como isso teria acontecido. |
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