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Carro-bomba deixa dez mortos em Jacarta
As autoridades indonésias confirmaram que a explosão que matou pelo menos dez pessoas e deixou outras 74 feridas em Jacarta foi causada por um carro-bomba. As primeiras informações davam conta de quatro mortos e, embora já houvesse a suspeita, ainda não havia sido revelada a causa da explosão, que ocorreu no hotel Marriott, num rico distrito da capital indonésia, em plena hora do almoço. O chefe da polícia indonésia, general Dai Bachtiar, disse que os explosivos provavelmente estavam escondidos em um automóvel Toyota que estava estacionado do lado de fora do hotel. Inicialmente, suspeitava-se que a explosão tivesse começado no subsolo do edifício, de 33 andares. Bachtiar não quis comentar especulações de que foi um atentado suicida, embora o próprio prefeito de Jacarta, Sutiyoso, tenha dito que isso é bastante provável. O ministro da Defesa da Indonésia, Matori Abdul Jalil, por sua vez, definiu o incidente como "um ato de terrorismo". Autoridades indonésias têm alertado para o risco de atentados desde que um ataque deixou 202 mortos na ilha de Bali, em outubro do ano passado. O Marriott fica no principal distrito financeiro de Jacarta, onde também estão concentradas embaixadas e residências oficiais. Destruição A explosão destruiu cinco andares do hotel, estilhaçando vidros e incendiando carros estacionados do lado de fora. Funcionários e hóspedes do hotel de mais de 300 quartos tiveram que se retirar às pressas enquanto chamas e colunas de fumaça saíam do edifício. Muitos estavam almoçando no restaurante quando ouviram o estrondo. "Foi como um terremoto", afirmou a gerente de Relações Públicas do Marriott, Mellani Solagratia, à agência Reuters. A explosão ocorre dois dias antes do final do julgamento de dois suspeitos pelo ataque de Bali. A polícia indonésia suspeita que o grupo Jemaah Islamiyah – que teria ligações com a organização Al-Qaeda, de Osama Bin Laden – esteja por trás do atentado. |
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