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Atualizado às: 04 de agosto, 2003 - 17h54 GMT (14h54 Brasília)
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Portugal declara calamidade pública por incêndios
Fires, Portugal
José Durão Barroso disse que uma situação excepcional requer medidas excepcionais

O governo de Portugal declarou os incêndios que estão queimando florestas por todo o país uma calamidade pública.

A medida, anunciada nesta segunda-feira, vai permitir que as vítimas sejam indenizadas. Nove pessoas morreram, milhares de hectares de florestas foram carbonizados e um número desconhecido de casas destruídos.

Mais de três mil bombeiros, apoiados por 400 soldados, estão combatendo cerca de 70 incêndios espalhados pelo território português nesta segunda-feira.

"Estamos enfrentando uma situação excepcional", disse o primeiro-ministro do país, José Durão Barroso, após uma reunião de emergência do gabinete português.

Ajuda externa

"(A situação) é resultado de condições meteorológicas excepcionais, então temos de reagir com medidas excepcionais", acrescentou.

O governo português se comprometeu a alocar mais de 110 milhões de euros para ajudar as pessoas que perderam seus empregos e casas, para fazendeiros que perderam suas plantações e rebanhos e para que prefeituras locais possam reconstruir a infra-estrutura destruída.

Apesar da gravidade dos incêndios, o primeiro-ministro rejeitou pedidos para que o governo declarasse estado de emergência, citando razões de ordem legal e dizendo que planos de emergência já haviam sido colocados em prática em três regiões mais severamente afetadas.

Portugal já solicitou ajuda externa da Itália, Marrocos e Espanha no combate ao fogo.

O governo do país também ativou um mecanismo de defesa civil da União Européia que permite uma resposta rápida de países membros em situações extremas para o suprimento de homens e equipamentos.

Cerca de um terço do território português é coberto por florestas. Segundo as autoridades, 26 mil hectares já haviam sido destruídos antes do início da mais recente onda de incêndios.

Na semana passada, em apenas um incêndio, 11 mil hectares de uma floresta foram carbonizados.

Do outro lado da fronteira, na Espanha, o número de vítimas fatais do calor intenso subiu para sete. As mortes foram resultado do calor, não dos incêndios propriamente ditos.

As temperaturas na região da Andaluzia, ao sul do país, subiram acima de 40º C. Em algumas cidades foram registrados índices recordes.

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