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Atualizado às: 31 de julho, 2003 - 11h02 GMT (08h02 Brasília)
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A explosão do gerente

Ao meio-dia e meia, na Quinta Avenida, em pleno bochicho do almoço, um homem gordo e bem vestido saiu correndo do banco e se lançou na calçada, aos gritos : - Só tenho trinta segundos. Afastem-se. Vou explodir. Socorro.

Ao lado dele estava uma maleta de metal algemada ao pulso. Era o gerente do banco HSBC. A multidão horrorizada recuou se protegendo atrás dos carros. Foi o primeiro assalto a banco segunda-feira passada.

Nova York hoje é recordista em assaltos a bancos. Enquanto os outros crimes caíram 2% no último ano, os assaltos a bancos aumentaram 300%. A cidade só perde para os assaltos de Los Angeles em 1992, quando havia um a cada 45 minutos.

A polícia nao tem boas explicações. É um fenômeno comum nas crises econômicas mas os assaltantes não são vítimas da crise. Quase todos são desempregados crônicos.

No caso de Nova York, uma das explicações é a cordialidade do Commerce Bank, o favorito dos assaltantes com 14 assaltos desde janeiro.

Além de abrir 12 horas por dia e durante os fins de semana, as agências do banco são convidativas sem segurança ostensiva, nem mesmo aquelas separações de plástico entre o contador e o cliente. Os funcionários são cordiais, o serviço é bom.

As instruções para lidar com assaltantes são as de praxe: não arrisque vidas. Entregue o dinheiro. Basta o assaltante mostrar o papelzinho com o clássico "passe o dinheiro. Estou armado, não faça besteiras". Sai levando o dinheiro.

A polícia está ameaçando denunciar o banco publicamente e desconfia que a falta de segurança é economia do banco. Sai mais barato entregar 2 ou 3 mil dólares a cada assaltante do que gastar milhões num eficiente esquema de segurança como o do Amalgamated Bank, jamais assaltado.

Voltando ao gerente pré-explosivo deitado na calçada. Entre os observadores aflitos estavam dois brasileiros, pai e filho. Homem explodidno na avenida, nem no Rio, comentou o pai.

O gerente não explodiu. A polícia pegou o assaltante fugindo do banco e o sargento lançou a chave da algema ao desesperado gerente. Dentro da maleta apenas fios e tubos vazios. Nem no Rio nem em Nova York. Coisa de cinema.

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