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Peru pede ao Japão extradição de Fujimori
O governo peruano apresentou nesta quinta-feira às autoridades japonesas um pedido formal de extradição do ex-presidente Alberto Fujimori. Fujimori, que está no Japão há cerca de dois anos e meio, é procurado pela Justiça peruana. Ele é acusado de corrupção e de envolvimento em crimes praticados por um grupo de extermínio no Peru. O ministro das Relações Exteriores Peruano, Allan Wagner, confirmou que o Peru entregou no Japão "uma nota diplomática, em que se solicita a extradição de Fujimori". O documento, de 700 páginas, detalha as alegações contra o ex-presidente, que governou o Peru de 1990 a 2000. Ausência de acordo Até agora, o governo japonês tem se recusado a extraditar Fujimori, que obteve a cidadania japonesa no ano 2000. Não existe um acordo de extradição entre os dois países, mas as autoridades peruanas acreditam que as acusações contra Fujimori são tão graves que o Japão fará uma exceção neste caso ainda que Fujimori seja também cidadão japonês. Fujimori foi para o Japão quando enfrentava um escândalo de corrupção que o levou a renunciar à Presidência - o que não foi aceito pelo Congresso peruano. O governo anunciou sua intenção de pedir a extradição de Fujimori em 2002. O pedido, traduzido para o japonês, diz que Fujimori sabia da existência de um grupo de extermínio chamado Grupo Colina e poderia ter autorizado alguns de seus crimes. O grupo é acusado de realizar dois massacres no Peru nos anos 90. Montesinos Além da acusação de envolvimento com o grupo de extermínio, Fujimori também enfrenta outras seis. Ele é acusado de ter abandonado o governo e de ter pago US$ 15 milhões ao seu então chefe do serviço secreto, Vladimiro Montesinos, depois que ele deixou o governo. Montesinos está preso em Lima. Fujimori nega todas as acusações contra ele próprio, alegando que elas têm motivação política. A promotoria, contudo, diz que têm amplas evidências que comprovariam a culpa do ex-presidente peruano. Se o Japão se recusar a entregar Fujimori, o governo peruano ameaça levar o caso para a Corte Internacional de Justiça de Haia, na Holanda. |
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