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'Exterminador 3' exigiu malhação e cheque polpudo
Foi preciso mais de uma década para que Arnold Schwarzenegger retomasse um de seus mais célebres papéis: o do cyborg quase indestrutível que dá título à serie O Exterminador do Futuro. Para participar da terceira aventura da série, O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas que estréia no Brasil e na Grã-Bretanha nesta sexta-feira o ator recebeu cerca de US$ 40 milhões. Além disso, Schwarzenegger disse, em entrevista à Radio One, da BBC, que retomou uma rotina de exercícios físicos semelhante à do período em que se sagrou Mr. Universo. "Treino diariamente. Faço quarenta e cinco minutos de treinamento cardiovascular, mais meia hora de levantamento de peso. Mas, para o filme, tive de treinar muito mais, de duas a três horas diárias, porque tinha de recuperar a forma que ele tinha há vinte anos, na época do primeiro Exterminador do Futuro", contou o ator. Pelado Schwarzenegger, que estava algo obeso antes das filmagens, disse que recuperar a forma física era essencial, "porque as pessoas iriam fazer comparações" com os dois outros longas metragens. "Até porque no primeiro filme quando eu venho do futuro, eu apareço pelado. Não havia muito como esconder nada desse jeito", disse o ator de 56 anos. O novo filme teve um orçamento de US$ 170 milhões (cerca de R$ 540 milhões), o que faz dele o longa metragem mais caro da história de Hollywood. A nova aventura não conta com a direção de James Cameron o cineasta de Titanic que assinou a direção dos dois filmes iniciais da série. A direção foi assumida por Jonathan Mostow, realizador que até então não havia rodado nenhum filme de expressão. No novo longa, assim como no filme que o antecedeu, Schwarzenegger é novamente um "exterminador bonzinho", cuja missão é garantir a sobrevivência de John Connor, que conduzirá a humanidade em sua batalha contra a ascenção das máquinas que pretendem dominar a Terra. Mas o cyborg vivido por Schwarzenegger tem de enfrentar a bela e temível Terminatrix, interpretada por Kristanna Loken, que só havia feito pontas em filmes como Pânico.
Schwarzenegger conta que a atriz não precisou de "dicas" sobre como viver um cyborg assassino, papel que coube a ele na aventura que inaugurou a série. "Conversamos sobre algumas cenas. Mas ela fez um excelente trabalho e teve pessoas de talento à sua volta, que a ajudaram a definir o personagem. Ela aprendeu os movimentos de uma máquina e soube quando se portar como uma mulher sensual. Por isso, ela mal precisou de minha ajuda", disse o ator. Schwarzenegger conta que retomar a série e o papel do robô exterminador era um velho objetivo, mas que problemas relativos a direitos autorais impediram que o novo filme fosse realizado antes. "Quando o robô é derretido no filme anterior todos pensaram que era o fim da série e do personagem. Mas os fãs exigiram a continuação. Batalhamos durante 12 anos, mas os direitos da franquia O Exterminador do Futuro estavam espalhados. Cinquenta por cento pertencia a uma pessoa, a outra parte, a uma companhia que faliu. Os direitos de merchandising pertenciam a um, os direitos de DVD, a outras pessoas", lembrou. Política Houve também uma outra ameaça externa à sobrevida da série, esta não provocada por direitos autorais, mas sim pela política doméstica americana. Schwarzenegger estava cogitando abandonar o cinema para concorrer ao governo da Califórnia. Mas, segundo um assessor, ele desistiu da empreitada para poder se dedicar a seus dois filhos. Prova de que longe das telas, Schwarzenegger não é tão gélido e calculista quanto o cyborg exterminador. |
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