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Atualizado às: 24 de julho, 2003 - 22h27 GMT (19h27 Brasília)
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Maluf diz que depôs de 'espontânea vontade'

O ex-prefeito e ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf
O ex-prefeito e ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf

O ex-prefeito e ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf, passou a tarde desta quinta-feira no escritório central da agência de repressão a crimes financeiros, em Nanterre, na periferia de Paris.

Maluf foi levado para o local depois de ter ido à agência bancária do banco Crédit Agricole, na região da avenida Champs Elysées.

Depois de ser liberado, no início da noite, o ex-governador retornou ao hotel Plaza Athénée, onde está hospedado e que cobra em média US$ 800 pela diária.

O ex-governador nega ter ficado detido e disse que se apresentou "de livre e espontânea vontade" às autoridades francesas. "Não tenho nada para esconder", disse Maluf.

'Oficial'

De acordo com Maluf, os fundos depositados no Crédit Agricole "foram mandados de maneira oficial pelo Banco Central".

O ex-governador afirma que possui duas contas, uma de US$ 1,4 milhão – dinheiro que, afirmou, teria origem na venda de um terreno na rua Vergueiro, em São Paulo, que ele teria herdado do pai em 1943.

Além dela, ele teria outra conta com US$ 600 mil, valor que, segundo Maluf, foi sido transferido do Brasil pelo banco BCN "com visto do Banco Central".

Maluf afirma que foi na segunda-feira à agência do Crédit Agricole para prestar informações "de livre e espontânea vontade".

De acordo com o ex-governador, o gerente do banco, Jean Marc Boyges, teria perguntado a Maluf se ele não gostaria de prestar informações também ao Ministério do Interior da França (que controla as polícias, incluindo a agência de repressão a crimes financeiros).

Fotocópias

A conversa na Brigada Financeira durou cerca de três horas.

Questionado sobre a demora que teria levado uma conversa “espontânea”, Maluf respondeu que “levou tempo para tirar fotocópias e realizar outros procedimentos de ordem burocrática”.

Maluf demorou cerca de mais uma hora e meia para deixar o prédio da Brigada Financeira em Nanterre, de onde saiu por volta das 20 horas.

As explicações foram dadas ao comissário de polícia da Brigada Financeira Charles Atlan.

O ex-governador disse que as autoridades francesas “ficaram convencidas da veracidade de suas informações”.

Maluf disse ter dado todas as explicações possíveis e acusou a imprensa de fazer barulho em relação a essa conta no banco francês.

Ele embarca na sexta-feira para Mônaco, onde deverá ficar durante uma semana. Após essa viagem Maluf retorna para Paris, onde deverá permanecer por alguns dias.

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