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NYT: Morte de filhos de Saddam pode aumentar resistência
O jornal New York Times afirma que as mortes de Uday e Qusay Hussein podem aumentar a resistência contra as forças americanas no Iraque, ao invés de diminuí-la. Por outro lado, o jornal também avalia que as mortes devem encorajar iraquianos a ajudar americanos no combate aos ataques praticamente diários. O assunto é o principal destaque da imprensa internacional. Com o título "Um bom dia no Iraque", outro jornal americano, o Washington Post diz em editorial que as mortes dos dois filhos de Saddam representam um grande revés para a resistência iraquiana. Para o jornal, os Estados Unidos têm nas mortes uma oportunidade de virar o jogo do Iraque pós-guerra. Grã-Bretanha Na Grã-Bretanha, o The Daily Telegraph afirma que o massacre em Mosul foi um "tiranicídio justificado", mas lembra que o "peixe grande", Saddam Hussein, continua foragido. O jornalista Robert Fisk escreve no jornal The Independent um artigo questionando a veracidade da informação. Fisk diz estranhar que, em uma família tão obcecada com segurança que viveu se protegendo de inimigos a vida inteira os dois irmãos estivessem juntos. O jornalista também chama a atenção para o fato de os corpos terem sido desfigurados pelos tiros disparados na intensa batalha. Mesmo que Uday e Qusay tenham morrido, Fisk questiona a tese de que suas mortes vão diminuir a resistência no Iraque. Para Fisk, a resistência é mais diversificada do que os Estados Unidos gostariam. O movimento não se limitaria a "remanescentes dos seguidores de Saddam". A recompensa oferecida pelas informações que levaram as forças americanas ao esconderijo dos dois irmãos também ganha destaque na imprensa britânica. "Uma emboscada de 30 milhões de dólares", diz a manchete do tablóide The Daily Mirror. Na França, a notícia é manchete dos principais jornais. "Após a morte dos filhos, Saddam está na mira", diz o Le Monde. "Saddam sem herdeiros", diz o Libération. |
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