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Irã admite que jornalista canadense foi espancada
O governo do Irã admitiu que a jornalista fotográfica do Canadá, Zahra Kazemi, foi espancada até a morte após ter sido presa no mês passado. O vice-presidente iraniano, Ali Abtahi, disse que Kazemi morreu de "hemorragia cerebral causada por espancamento". A jornalista, que nasceu no Irã, mas possuía cidadania canadense, foi detida pela polícia iraniana quando tirava fotos da prisão Evin, em Teerã. A morte de Kazemi foi registrada logo após a detenção, inicialmente em função de um coma. Kazemi, que trabalhava freelance, havia sido enviada a Teerã para fotografar os recentes protestos de estudantes contra o governo para a agência britânica Camera Press. Recusa A tentativa do Canadá de conduzir sua própria investigação do caso foi rejeitada por funcionários do governo iraniano. O ministro da Saúde do Irã, Massoud Pezeshkian, disse à agência de notícias France Press que não vai permitir a participação de peritos estrangeiros no processo. "Nós temos conhecimento suficiente para examinar o corpo e encontrar a causa da morte", disse Pezeshkian. O ministro admitiu que a jornalista morreu de hemorragia e disse que as investigações continuam. "Eu mesmo examinei o corpo e posso dizer que não existem escoriações ou cortes no rosto (de Zahra Kazemi)", afirmou. Pezeshkian disse ainda que vai reexaminar o cadáver e que já nomeou um grupo de peritos para analisar o caso. Inicialmente, as autoridades iranianas disseram que a jornalista havia morrido de derrame cerebral após ter se sentido mal durante o primeiro interrogatório da polícia. Traslado Mas a família de Kazami insiste na tese de que ela havia sido torturada e espancada até cair em estado de coma. O presidente iraniano, Mohammad Khatami, pediu a quatro ministros que investiguem a morte.
O vice-primeiro-ministro canandense, John Manley, disse na segunda-feira que as relações bilaterais não seriam prejudicadas caso o corpo de Kazemi retornasse ao Canadá. O filho da jornalista, Stephan Hachemi, exigiu o traslado do corpo para que uma autópsia independente pudesse ser realizada. Entretanto, o ministro do Interior do Irã, Abdolvahed Moussavi-Lari, disse que a morte da jornalista não tem nada a ver com o Canadá porque ela é cidadã iraniana. Mas Manley disse que o corpo deve retornar ao Canadá porque a família merece uma explicação. |
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