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Ritual de circuncisão deixa 20 mortos na África
Cinco homens foram presos pela polícia sul-africana depois da morte de 20 jovens em conseqüência de circuncisões mal-feitas nas últimas semanas. Outros cem ficaram feridos, muitos deles espancados brutalmente em rituais de iniciação. Os jovens viviam no Estado de Cabo Leste e pertenciam ao grupo étnico dos chosas, para quem a circuncisão faz parte do ritual de passagem para a fase adulta. As autoridades dizem que os incidentes são decorrentes da proliferação de escolas ilegais de iniciação. Pressão Segundo a correspondente da BBC na África do Sul Carolyn Dempster, a pressão para que o governo adote medidas mais severas de controle e regulamentação das práticas de iniciação tem aumentado recentemente. A cada ano, milhares de jovens entram sozinhos na selva, sem água, para tomarem parte nas escolas de iniciação. Muitos deles não sobrevivem. Em alguns casos, as circuncisões são realizadas com facas cegas ou não esterilizadas. Os jovens chegam a ser espancados como punição por terem esquecido partes do ritual. As operações são realizadas no inverno, quando as escolas sul-africanas estão de férias. Recentemente foi introduzida uma nova lei no país que requer o licenciamento das escolas de iniciação e que proíbe as circuncisões em jovens com menos de 18 anos. Mas um porta-voz do Ministério da Saúde do estado do Cabo-Leste disse à agência de notícias Reuters que nas circuncisões chegaram a morrer jovens de apenas 11 anos. |
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