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Centro que fez pesquisa sobre refugiados palestinos é atacado
Uma pesquisa realizada por um centro palestino sugere que apenas um em cada dez refugiados optaria pelo retorno a Israel. A pesquisa, feita pelo Centro Palestino para Pesquisa Política, causou confusão quando foi divulgada no domingo. Cerca de 200 ativistas ligados a associações de refugiados palestinos invadiram o escritório do centro em Ramallah, destruindo móveis, atirando ovos e empurrando funcionários. "Estamos aqui para anunciar que o nosso direito ao retorno é um direito sagrado", dizia um panfleto distribuído pelos manifestantes. "Iremos resistir a qualquer tentativa de sabotar nosso direito de retorno." Direito a retorno A pesquisa, comandada pelo proeminente cientista político palestino Kahil Shikaki, foi realizada com base em entrevistas de 4.500 famílias de refugiados na Faixa de Gaza, Cisjordânia, Líbano e Jordânia. Shikaki disse que 95% dos entrevistados insistiram que Israel deve reconhecer o direito ao retorno. Mas apenas 10% fariam questão de obter residência permanente em Israel. Mais da metade disse que, como alternativa, aceitaria compensação ou moradias na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. O departamento de refugiados da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) disse que o estudo não reflete corretamente os anseios nos campos de refugiados. Analistas palestinos a criticaram a forma como as questões da pesquisa foram colocadas. Segundo os analistas, as perguntas levavam os entrevistados a darem respostas em que desistiam do direito ao retorno. |
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