BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado em: 14 de julho, 2003 - 21h56 GMT (18h56 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Lula compara política a casamento em Londres

Lula
Lula deu palestra na LSE

Em seu último compromisso em Londres, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou transparecer a informalidade que ele usa normalmente no Brasil.

O palco foi o do teatro Peacock, o maior da London School of Economics. E a platéia, dessa vez, não foi formada apenas de brasileiros.

Após pouco tempo tentando ler o discurso que havia sido preparado, o presidente decidiu improvisar.

"Eu gostaria que política internacional fosse como eu e Marisa. Nós nos conhecemos, em cinco meses nos casamos e estamos há 30 anos fazendo negócios", disse ele, entre gargalhadas do público, antes de completar: "E o superávit comercial é dela."

Miami

Outro momento do discurso que arrancou gargalhadas dos espectadores foi quando Lula criticou a falta de transportes confiáveis entre países latino-americanos.

O presidente citou que homens de negócios de alguns países da América do Sul precisam fazer escala em Miami para irem ao Brasil, devido à falta de vôos diretos.

"Se ele tiver que fazer escala em Miami, já faz negócios em Miami, não precisa ir para o Brasil", brincou Lula.

A agenda do presidente foi a mesma adotada em outros eventos internacionais: ampliação dos parceiros comerciais do Brasil, fortalecimento do Mercosul, acesso aos mercados dos países desenvolvidos e uma vaga no Conselho de Segurança da ONU.

O presidente brasileiro afirmou que, se o Conselho de Segurança fosse democrático, a crise no Oriente Médio já teria sido resolvida e que a estrutura do órgão era ultrapassada, seguindo a lógica da Guerra Fria.

Sobre assuntos internos, ele disse que, em seu governo, está ampliando o combate à corrupção, os investimentos em saúde e educação, os programas Fome Zero e Primeiro Emprego e as reformas da Previdência e tributária.

Minas

Ele citou o caso de Minas Gerais como um exemplo de que, se a reforma da Previdência não for feita, o país pode não ter condições de pagar os aposentados em poucos anos.

De acordo com Lula, Minas arrecada R$ 450 milhões dos servidores públicos, mas paga a eles R$ 4 bilhões em pensões e aposentadorias.

No encerramento, o presidente afirmou estar consciente da enorme expectativa na população brasileira e no exterior.

Lula, que foi apresentado no início da conferência pelo diretor da universidade, Anthony Giddens, como "um homem que pode não apenas mudar o Brasil, mas o mundo", afirmou que não vai decepcionar.

A estudante Marina Franceschini, de Brasília, disse ter ficado impressionada

com o carisma de Lula.

"Ele toca no coração das pessoas", afirmou a estudante, que vive em Brasília, mas está concluindo um curso de mestrado na capital britânica.

Na saída do teatro, aproximadamente 500 pessoas esperavam o presidente com fotos e faixas.

Sob olhares de repreensão do serviço de segurança, ele parou antes de entrar no carro, acenou para a multidão, apertou a mão de alguns brasileiros e seguiu para a base aérea rumo a Madri.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade