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Generais chilenos admitem exumações ilegais
Oito generais da reserva do Chile admitiram que valas comuns de pessoas mortas durante o golpe militar de 1973 foram abertas secretamente com a retirada de corpos para esconder crimes contra a humanidade. Os generais - entre eles membros da junta militar de Augusto Pinochet - condenaram as exumações ilegais, dizendo que são incompatíveis com a conduta de oficiais militares. Em uma nota, eles pediram perdão aos chilenos e disseram que as violações de direitos humanos não deveriam se repetir. Os corpos foram exumados em dezembro de 1978 e lançados ao mar de helicópteros, dentro de bolsas com pedras. La Moneda A declaração é divulgada uma semana depois que um juiz no Chile iniciou procedimentos para investigar e julgar cinco ex-integrantes das Forças Armadas acusados de exumar ilegalmente corpos de pessoas mortas dentro do palácio presidencial de La Moneda, durante o golpe de 1973. Os generais que assinaram a declaração são: Herman Brady, César Benavides, Washington Carrasco, Santiago Sinclair, Sergio Covarrubias, Jorge Lucar, Jorge Zincke e Carlos Forestier. Forestier é sogro do atual comandante do Exército chileno, Juan Emilio Cheyre. Ele também está sendo processado em um caso de violações de direitos humanos. Declaração A declaração conjunta dos oito generais da reserva foi lida por Washington Carrasco. Esta é a primeira vez que membros da junta militar de Pinochet quebram seu silêncio. "Quaisquer que sejam as condições sob as quais foram feitas, as exumações constituem ações que não condizem com o procedimento correto de um militar e merecem a reprovação e as responsabilidades que possam ser estabelecidas conforme a lei", diz a declaração dos generais. As exumações ilegais vinham sendo denunciadas há anos pelas entidades defensoras de direitos humanos. |
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