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Atualizado às: 02 de julho, 2003 - Publicado às 20h07 GMT - 17h07 (Brasília)
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ONU pede US$ 308 milhões para combater fome no sul da África
Uma vítima da Aids
A aids mata cerca de 4 mil pessoas por semana no Zimbábue

O diretor da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, James Morris, fez um apelo nesta quarta-feira, em Genebra para investir no combate à fome no sul da África, durante o próximo ano.

Além do combate à fome, a ajuda será usada no combate à epidemia de Aids.

"Nós estamos planejando oferecer alimentos para 6,5 milhões de pessoas, em seis países, sendo a maioria no Zimbábue", disse Morris.

Além dos donativos para o Zimbábue, o programa de alimentos da ONU ainda precisa arrecadar 540 mil toneladas de alimentos para distribuir em Moçambique, Lesoto e Suazilândia. A ONU também vai prestar ajuda às populações mais carentes de Malauí e de Zâmbia.

Expectativa de vida

O númerode vítimas da fome é cerca da metade do que atingia a região no ano passado, mas a epidemia de Aids vem agravando a situação.

James Morris disse ainda que a expectativa de vida na região em 2010, devido aos problemas e, principalmente a epidemia de Aids, vai cair para menos de 30 anos, caso a proliferação da doença continue neste ritmo.

Cerca de 3.800 pessoas morrem semanalmente no Zimbábue, fazendo com que muitas famílias, devido à doença, abandonem a produção de suas fazendas.

Morris voltou a dizer que o tratamento de prevenção e controle da aids só vai funcionar na região quando ele for aplicado adequadamente junto com cuidados com nutrição e condições sanitárias.

Alimentos

Apesar da resistência de alguns países, o diretor do programa de alimentos da ONU disse que é necessário o uso de cereais geneticamente modificados (GM ou transgênicos), no combate à fome na região.

"Nós não poderíamos ter alimentado as pessoas no sul da África sem a utilização de GM no ano passado", disse Morris, lembrando ainda que não há evidências de que os transgênicos causam danos.

O governo da Zâmbia impôs uma proibição aos alimentos geneticamente modificados, alegando que é preciso ainda provar que eles são seguros.

Os U$ 308 milhões que o Programa Alimentar da ONU está pedindo para as campanhas no sul da África são um valor menor que os US$ 507 milhões que a entidade utilizou no ano passado, visando prover alimentos para quase 13 milhões de pessoas no sul da África.

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