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Atualizado em: 08 de julho, 2003 - 13h11 GMT (10h11 Brasília)
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Brasil sobe em ranking de qualidade de vida
Crianças catam papel com os pais em Porto Alegre
Relatório ressalta má distribuição de renda

A qualidade de vida melhorou no Brasil nos anos de 2001 e 2002, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

O país subiu quatro posições no ranking que relaciona os países por índice de desenvolvimento humano (IDH), tendo sido o 65º colocado numa lista de 175 países.

Levando em conta fatores como sistema de educação, expectativa de vida e renda, o índice varia entre zero e 1.

O documento reconhece que o Brasil avançou nas áreas da saúde e da educação, mas critica a má distribuição de renda e o que chama de medíocre crescimento da economia brasileira.

O relatório é todo pautado nos Objetivos do Milênio, como são chamadas as oito metas estabelecidas por líderes mundias em setembro de 2000.

Entre eles, estão a redução da pobreza no mundo e o controle da Aids - dois objetivos que, ressalta o Pnud, estão longe de ser alcançados.

Lula

Embora o relatório tenha sido baseado nos dados dos últimos dois anos, há elogios para o atual governo.

O lançamento do programa Fome Zero é citado como um exemplo de como se mobilizar as massas para os objetivos do milênio.

"Esse tipo de momento político, apoio (popular) e mobilização são críticos para o alcance dos Objetivos, e a iniciativa brasileira irá além de reduzir pela metade o número de pessoas com fome."

Outra iniciativa destacada no documento, esta anterior a Lula, é o estabelecimento do Orçamento Participativo em Porto Alegre.

"A experiência de Porto Alegre foi tão bem-sucedida que já se espalhou por muitas outras cidades brasileiras, assim como latino-americanas."

No entanto, o documento diz que, embora haja pouca informação sobre a participação de camadas mais pobres no processo político, supõe-se que ela seja pequena, com "sistemas de patronagem" e "prefeitos e governadores poderosos ainda dominantes".

Saúde

O relatório critica a desigualdade no acesso a sistema de saúde de qualidade.

"Para receber tratamento gratuito em instituições públicas, pacientes pobres têm de passar por extensos exames - com taxas de rejeição de 30% a 40% em alguns hospitais", diz o documento, referindo-se ao Brasil e a Argentina.

Em contrapartida, o Pnud inclui o Brasil entre os países que compartilham conhecimento no tratamento de Aids com países vizinhos.

A Noruega lidera o ranking deste ano, seguida pela Islândia. Os Estados Unidos aparecem em sétimo lugar e a Grã-Bretanha, em 13º.

As últimas 18 posições no ranking pertencem a países africanos, com Serra Leoa em 175º e último lugar.

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