|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Brasil sobe em ranking de qualidade de vida
A qualidade de vida melhorou no Brasil nos anos de 2001 e 2002, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O país subiu quatro posições no ranking que relaciona os países por índice de desenvolvimento humano (IDH), tendo sido o 65º colocado numa lista de 175 países. Levando em conta fatores como sistema de educação, expectativa de vida e renda, o índice varia entre zero e 1. O documento reconhece que o Brasil avançou nas áreas da saúde e da educação, mas critica a má distribuição de renda e o que chama de medíocre crescimento da economia brasileira. O relatório é todo pautado nos Objetivos do Milênio, como são chamadas as oito metas estabelecidas por líderes mundias em setembro de 2000. Entre eles, estão a redução da pobreza no mundo e o controle da Aids - dois objetivos que, ressalta o Pnud, estão longe de ser alcançados. Lula Embora o relatório tenha sido baseado nos dados dos últimos dois anos, há elogios para o atual governo. O lançamento do programa Fome Zero é citado como um exemplo de como se mobilizar as massas para os objetivos do milênio. "Esse tipo de momento político, apoio (popular) e mobilização são críticos para o alcance dos Objetivos, e a iniciativa brasileira irá além de reduzir pela metade o número de pessoas com fome." Outra iniciativa destacada no documento, esta anterior a Lula, é o estabelecimento do Orçamento Participativo em Porto Alegre. "A experiência de Porto Alegre foi tão bem-sucedida que já se espalhou por muitas outras cidades brasileiras, assim como latino-americanas." No entanto, o documento diz que, embora haja pouca informação sobre a participação de camadas mais pobres no processo político, supõe-se que ela seja pequena, com "sistemas de patronagem" e "prefeitos e governadores poderosos ainda dominantes". Saúde O relatório critica a desigualdade no acesso a sistema de saúde de qualidade. "Para receber tratamento gratuito em instituições públicas, pacientes pobres têm de passar por extensos exames - com taxas de rejeição de 30% a 40% em alguns hospitais", diz o documento, referindo-se ao Brasil e a Argentina. Em contrapartida, o Pnud inclui o Brasil entre os países que compartilham conhecimento no tratamento de Aids com países vizinhos. A Noruega lidera o ranking deste ano, seguida pela Islândia. Os Estados Unidos aparecem em sétimo lugar e a Grã-Bretanha, em 13º. As últimas 18 posições no ranking pertencem a países africanos, com Serra Leoa em 175º e último lugar. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||