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Chile lança vinho para comemorar golpe de Pinochet
A vinícola chilena Huelquén vai lançar um vinho para comemorar os 30 anos do golpe militar comandado pelo general Augusto Pinochet em 1973. O vinho tinto reserva feito com uvas do tipo cabernet sauvignon receberá o nome de "Capitán General 30 años". A garrafa terá produção limitada e custará US$ 10 (R$ 28,80). Ela só será vendida no Chile pela internet, com entrega em até 24 horas. Seu criador, o empresário Eduardo Arévalo disse que o objetivo da produção é garantir que os simpatizantes do golpe e da ditadura de Pinochet (1973-90) "tenham um vinho de qualidade para brindar o próximo 11 de setembro". Nesse dia, há 30 anos, o general Pinochet tomou o poder das mãos do presidente socialista Salvador Allende com o apoio das Forças Armadas. No rótulo do vinho, estará uma foto do palácio presidencial de La Moneda, onde Allende morreu durante o golpe, junto com o texto "Pela razão ou pela força". 'Lembrança dos mortos' "Eu entendo a dor das famílias das vítimas, mas isso não pode impedir que exista gente com razões para comemorar", disse o empresário Arévalo. Mais de 3.000 pessoas morreram ou desapareceram durante o regime militar chileno. "Depois de Pinochet, o Chile não é o mesmo, e esperamos que nunca volte para trás. E brindaremos por isso. E, no nosso brinde, vamos fazer uma lembrança afetuosa dos mortos, mas dos mortos dos dois lados, sem discriminações mesquinhas, sem ódios estéreis", diz a carta de apresentação do vinho, segundo a agência de notícias AFP. O lançamento do vinho é só uma das muitas atividades que devem relembrar a data. Estão previstos o lançamento de livros, a abertura de mostras fotográficas e a realização de grandes shows de música. |
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