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Ataque a mesquita 'deixa 44 mortos' no Paquistão
Pelo menos 44 pessoas teriam morrido e dezenas teriam ficado feridas no ataque a uma mesquita na cidade de Quetta, no sudoeste do Paquistão. Três pessoas não identificadas invadiram nesta sexta-feira o templo e atiraram em cerca de 2 mil fiéis que estavam rezando. Também há informações que houve pelo menos uma explosão no local. Autoridades locais disseram que os três autores do ataque foram mortos. Mas de acordo com o correspondente da BBC no Paquistão, Paul Anderson, pelo menos um homem está sob custódia policial, embora não se saiba ao certo se ele tem relação com os atacantes. Testemunhas "Quarenta e quatro pessoas foram mortas e 65 ficaram feridas", disse um representante da Fundação Edhi de Bem-Estar, a principal empresa de saúde privada de emergência no país. O incidente ocorreu por volta das 13h35, hora local, num momento em que os fiéis estavam nas mesquitas realizando suas orações tradicionais de sexta-feira. A polícia informou que os atacantes entraram na mesquita disparando armas automáticas e lançando granadas de mão.
Nós estávamos rezando, quando eu ouvi uma explosão. Vi corpos em pedaços, disse Khan Ali, um homem de 60 anos ferido no incidente. Ahmad Ali, outra testemunha que saiu ferida, disse à agência de notícias Associated Press que viu dois atacantes entrando na mesquita. Um deles estava instalando algo que eu suponho que era uma bomba quando foi visto por um segurança. O guarda o matou, e o outro explodiu algo e se matou. Sunitas O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, disse que as identidades dos autores do crime ainda não são conhecidas, mas prometeu agir com firmeza para punir quem teve relação com o crime. É uma tristeza ver que alguns elementos no Paquistão estão sabotando tudo o que o Paquistão significa, disse o presidente. É uma tristeza que essa pequena minoria seja capaz de desviar ou desestabilizar sentimentos nacionais. Centenas de membros da comunidade xiita de Quetta tomaram as ruas da cidade depois do incidente, atacando prédios e bens do governo e botando fogo em veículos. Eles acusam muçulmanos sunitas de estarem por trás das mortes. Um toque de recolher por tempo indefinido foi imposto pelas autoridades. |
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