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Abbas encontra Jihad Islâmica para reforçar trégua
O primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas também conhecido como Abu Mazen se reuniu nesta sexta-feira com os líderes da Jihad Islâmica, em mais um esforço para reforçar e ampliar a trégua anunciada pelos grupos militantes. Na quinta-feira, Abbas se encontrou com líderes do Hamas e da organização Fatah, liderada por Yasser Arafat. Os três grupos aceitaram um cessar-fogo temporário, como prevê o atual plano de paz patrocinado pela comunidade internacional. No entanto, dissidentes palestinos continuam a realizar atentados contra Israel. Míssil Na quinta-feira, a polícia palestina prendeu quatro militantes por suposta participação no ataque com um míssil no assentamento de Kfar Darom, na Faixa de Gaza. A iniciativa provocou uma manifestação de palestinos, em frente à casa de Abu Mazen, em Gaza.
O correspondente da BBC em Jerusalém David Chazan disse que os protestos refletem as dificuldades que Abbas encontra ao tentar implementar o plano de paz com Israel, ao mesmo tempo em que tenta garantir o cessar-fogo palestino. Israel reclamou com a Autoridade Palestina pelo ataque com o míssil. Na quinta-feira, os israelenses montaram um posto de policiamento na principal estrada que atravessa o território palestino. Abu Mazen condenou o ataque, bem como o atentado contra um estrangeiro na Cisjordânia, que também ocorreu nesta semana, classificando-os de "operações de sabotagem" que não seriam aceitas pela Autoridade Palestina. Desarmamento Um porta-voz do Hamas disse que a reunião com Abbas foi positiva, mas afirmou que não há nenhuma possibilidade de o grupo aceitar o seu desarmamento, como exigem os israelenses. O primeiro-ministro palestino, por sua vez, pediu que Israel liberte mais prisioneiros políticos e recue as suas tropas não só de Gaza, mas de todo o território ocupado nos últimos três anos, desde o início da atual Intifada. A libertação de prisioneiros políticos é uma das principais exigências dos palestinos, incluída nas declarações de cessar-fogo das três maiores organizações militantes palestinas. Na quinta-feira, os israelenses libertaram o chefe dos serviços de segurança da Faixa de Gaza, Suleiman Abu Mutlak, que cumpria detenção administrativa desde maio. No mesmo dia, tropas israelenses mataram um integrante da Brigada dos Mártires de Al-Aqsa, que não entrou na trégua, na cidade de Qalqilya, na Cisjordânia. Na semana passada, o Exército de Israel saiu das partes central e norte da Faixa de Gaza, bem como de Belém, na Cisjordânia. No entanto, o governo israelense disse que os grupos militantes palestinos terão que ser desarmados para que os soldados saiam de outras áreas palestinas. |
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