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Atualizado às: 30 de junho, 2003 - Publicado às 16h59 GMT - 13h59 (Brasília)
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Israel retira soldados do norte da Faixa de Gaza
Ele dança com a bandeira palestina, animado com os progressos do plano de paz
Palestino comemora em Gaza: esperança de paz duradoura

A polícia palestina voltou a controlar as regiões norte e central da Faixa de Gaza depois da retirada das tropas de Israel.

O Exército removeu os principais pontos de checagem na mais importante rodovia da região, permitindo a livre movimentação de palestinos pelo território pela primeira vez em dois anos.

A retirada faz parte do plano de paz apoiado pela comunidade internacional e que prevê a criação de um Estado palestino.

Os primeiros-ministros israelense, Ariel Sharon, e palestino, Mahmoud Abbas (também conhecido como Abu Mazen), terão um novo encontro nesta terça-feira para discutir os próximos passos do processo.

Os dois lados estão discutindo também a retirada de tropas israelenses da Cisjordânia.

Trégua

A retirada das tropas de Gaza ocorreu depois que os três principais grupos militantes palestinos, o Hamas, a Jihad Islâmica e o Fatah declararam um cessar-fogo no confronto com Israel.

O governo palestino recebeu bem a retirada de Israel da Faixa de Gaza.

"Terminar a ocupação é o principal objetivo do povo palestino", disse o ministro Yasser Abed Rabbo.

De acordo com oficiais de segurança palestinos, os dois lados concordaram que a retirada das forças israelenses de Belém será feita na quarta-feira.

A Fatah seguiu os principais grupos militantes, o Hamas e a Jihad Islâmica, na declaração de suspensou de ataques no domingo, fazendo surgir esperanças de que seja o fim de 33 meses de conflito entre israelenses e palestinos.

O único grupo que não aceitou a trégua foi uma facção do Fatah, a Brigada dos Martíres Al-Aqsa, que matou um funcionário de uma companhia israelense no norte da Cisjordânia, perto de Jenin.

Esforço

O avanço no plano de paz é tido como uma conseqüência direta da pressão americana para encerrar o conflito na região e foi comemorado.

O secretário de Estado americano, Colin Powell, enfatizou na segunda-feira que a trégua era um "desdobramento positivo", mas adicionou que não era suficiente para garantir uma paz duradoura.

"Não pode haver pessoas com armas, milícias armadas, dentro de um Estado", disse Powell na televisão americana.

"Se você vai ter um Estado palestino, toda a força, todas as armas têm que ficar sob controle do governo", disse ele.

Powell também disse que tropas americanas não devem ser enviadas à região como forças de paz.

"Mas nós podemos ajudar os dois lados. Podemos ser facilitadores, monitores, avaliadores do que está acontecendo."

O correspondente da BBC David Chazan disse que o retirada gerou muito otimismo, já que os dois lados estão cansados de violência.

Entretanto, de acordo com o correspondente, a esperança palestina em Gaza está misturada com atenção e até mesmo suspeita.

Segundo ele, os palestinos já viram outros planos de paz iniciados e finalizados, cedendo lugar a conflitos.

Ali Zaaneen, palestino que teve uma fazenda destruída pelas forças israelenses perto da cidade de Beit Hanoun, na Faixa de Gaza, viu a chegada da polícia no sábado sem muita empolgação.

"A agressão israelense não deixou espaço em nossos corações para esperança e alegria", disse ele à agência de notícias Associated Press.

"Agora eu posso ir todos os dias para minha fazenda, mas não vou encontrar nada para colher e levar para o mercado."

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