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Rebeldes declaram cessar-fogo na Libéria
O maior grupo rebelde da Libéria, Liberianos Unidos pela Reconciliação e Democracia (Lurd), declarou um cessar-fogo nos combates contra tropas do governo, na capital Monróvia. Mas de acordo com um porta-voz do grupo, os rebeldes voltarão à ofensiva se forem atacados. A agência de noticias Reuters diz que o Ministério da Defesa do país também aceitou a trégua. Segundo um correspondente da BBC, houve realmente uma pausa no conflito. Ele contou ainda que as forças do governo empurraram os rebeldes para fora da cidade. Subúrbios Assustadas, nos últimos dias aproximadamente 250 mil pessoas dormiram ao relento para fugir dos combates realizados nos subúrbios. Mediadores do Oeste da África haviam suspendido as conversas de paz depois de perceberem que o confronto continuava na manhã desta sexta-feira. Os rebeldes declararam ter pedido o cessar-fogo para evitar "uma grotesca catástrofe humana em Monróvia". Soldados do governo chegaram a desfilar anunciando vitória na reconquista do porto da cidade. Mas refugiados que estavam na região mostraram-se preocupados com a violência. "Se o porto foi ou não reconquistado não é importante", disse uma refugiada. "O que nós queremos é voltar para casa em paz." Agências humanitárias dizem que estão trabalhando contra o relógio para instalar serviços de água e saúde para impedir o surgimento de doenças nos acampamentos de refugiados. Segundo autoridades, o principal hospital da cidade está superlotado. A comida está acabando em vários lugares e os preços dispararam. Além do porto, soldados tentam recapturar o bairro de Doala, no noroeste de Monróvia. O presidente George W. Bush pediu a renúncia do líder liberiano, Charles Taylor, "para que o país se livre de um banho de sangue", disse Bush. Os rebeldes também pedem a renúncia imediata do presidente. Tropas do governo retiraram as forças rebeldes da cidade na quinta-feira, mas novas batalhas foram registradas durante a madrugada. Também há relatos de saques dos dois lados. Do lado de fora da embaixada americana, vários corpos foram estendidos inclusive os de crianças. Manifestantes pediam uma intervenção americana para colocar fim ao conflito. Os Estados Unidos disseram que não têm planos de enviar tropas para a Libéria, que foi fundada no século 19 por escravos americanos libertos. O cessar-fogo da semana passada fracassou depois que o presidente Taylor disse que não sairia do governo antes de janeiro. Um tribunal de guerra supervisionado pela ONU em Serra Leoa emitiu uma ordem internacional de prisão contra Taylor, acusado de sustentar grupos rebeldes brutais em Serra Leoa. |
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