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Atualizado às: 19 de junho, 2003 - Publicado às 17h00 GMT - 14h00 (Brasília)
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Interior da Espanha procura imigrantes estrangeiros

Vista de Aguaviva, na Espanha
Os imigrantes já se adaptaram ao dia-a-dia de Aguaviva

Vilas no interior da Espanha – que têm visto a sua população cair há décadas – estão à procura de imigrantes para garantir a sua existência.

Na contramão do atual debate europeu sobre a imigração – que se concentra na questão de como limitar o número de pessoas que querem entrar na Europa – vilas como Aguaviva, nos montes desertos de Teruel, uma das províncias mais pobres da Espanha, devem a sua "resurreição" aos estrangeiros.

Até três anos atrás, Aguaviva era mais uma das vilas que seguiam o rumo da extinção. Era uma história que se repetia: durante gerações, os mais novos trocavam suas vilas de origem pelas cidades grandes.

A solução encontrada pela administração de Aguaviva foi publicar anúncios da América do Sul hispânica oferecendo passagens e empregos para famílias com filhos que quisessem morar lá. Hoje, a vila é o centro de uma associação nacional para repopular a Espanha rural.

Amizade

Hoje, mais da metade dos alunos de pré-escolar da vila são imigrantes do Leste Europeu e sul-americanos. De acordo com os professores, a relação entre os dois grupos – espanhol e estrangeiros – é boa:

"Estou realmente surpreso com a facilidade que as crianças de Aguaviva se adaptaram e aceitaram os imigrantes. Acho que cada uma das crianças da vila tem um amigo íntimo de outro país", comenta um professor.

"Eles não formam grupos separados, todos se misturaram com muita facilidade."

Gilda Mazzeo
Nos receberam como a nossa própria família

A família Martinez foi uma das primeiras a imigrar para Aguaviva, deixando a Buenos Aires natal, na Argentina, há três anos.

Marcelo Martinez diz que a violência e a fragilidade da economia o convenceram a fechar o seu pequeno negócio na capital da Argentina e recomeçar a vida na Espanha como motorista de ônibus escolar.

A sua mulher, Gilda Mazzeo, ainda se emociona ao lembrar de como eles foram recebidos na vila.

"Algumas famílias nos receberam como se fossem nossos parentes, como a nossa própria família. Para nós, pelo menos, foi uma experiência positiva. Nos sentimos queridos e amados", diz Gilda.

Outro lado

No entanto, nem todos se adaptaram tão bem à nova vida. Grande parte dos empregos oferecidos em Aguaviva é na construção civil.

Como nos primeiros anos a administração de Aguaviva deu preferência a pessoas de língua espanhola, muitos dos primeiros imigrantes eram de cidades grandes na Argentina e não resistiram à pacata vida da vila espanhola.

"Fizemos um erro grave, porque a integração não depende da língua nem pode ser garantida por uma tradição hispânica", afirma Luis Bricio, prefeito de Aguaviva.

"O que realmente faz diferença é a ética de trabalho e as habilidades que têm de se encaixar com os empregos que podemos oferecer aqui", explica o prefeito.

"Em vários aspectos, os imigrantes do Leste Europeu se adaptaram melhor que os da América do Sul", acrescenta.

Na leva de imigrantes mais recentes, a maioria vem de pequenas comunidades da Romênia e parece estar se adaptando bem.

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