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Bush inicia esforço para arrecadar verbas para reeleição | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, iniciou oficialmente nesta terça-feira sua pré-campanha eleitoral ao iniciar uma viagem pelo país, em que espera arrecadar, em duas semanas, US$ 20 milhões. A cifra é superior a tudo que foi arrecadado por nove pré-candidatos democratas à Presidência do país em três meses. As eleições presidenciais estão marcadas para o fim do ano que vem.
No ano 2000, quando se preparava para disputar pela primeira vez a Casa Branca, Bush conseguiu US$ 100 milhões para cobrir os custos de sua campanha. Agora, porém, seus assessores acreditam que ele pode conseguir o dobro desse valor, um número até hoje não alcançado. Políticos democratas dizem que a vantagem do presidente nessa corrida por verbas não se deve apenas à sua popularidade. Ricos O senador John Edwards, um dos pré-candidatos do partido, disse que os republicanos poderão arrecadar mais dinheiro porque “as medidas adotadas por Bush fizeram mais ricos os que já eram ricos, que são os que podem fazer esse tipo de doações”. A crítica, porém, foi rebatida pelo porta-voz presidencial, Ari Fleischer. Ele afirmou que a grande quantidade de verbas que podem ser angariadas pelos republicanos “é provavelmente um bom sinal de que o presidente goza de forte apoio em todo o país”. De fato, pesquisas revelam que o nível de aprovação de Bush é cerca de 60% – 20 pontos percentuais acima do pré-candidato democrata mais bem cotado, Joe Liebermann. Isso apesar da queda recente da popularidade do presidente americano, que tinha o apoio de cerca de 70% dos americanos durante a campanha militar no Iraque. Ao contrário do que acontece na Europa e em muitos países da América Latina, a queda do nível de aprovação ao presidente americano não tem relação com o fato de não terem sido encontrados, até agora, arsenais de armas de destruição em massa no Iraque. Economia A possibilidade de que o país estivesse escondendo tais armamentos foi a principal justificativa dos americanos para o início da ofensiva para afastar o líder iraquiano Saddam Hussein do poder. As pesquisas indicam que, embora a maioria dos americanos acreditem que as afirmações sobre a existência das armas de destruição em massa iraquianas foram exageradas, eles não acham que o governo os enganou intencionalmente. Por outro lado, os temas econômicos têm atraído mais a atenção dos eleitores. É por isso que o presidente, além de participar de eventos para arrecadar fundos, começou nesta semana a visitar empresas americanas, para dar sinais que seu governo está comprometido em reativar a economia. Bush teme ter o mesmo destino do pai, George Bush, que não conseguiu se reeleger em 1992, quando o país passava por um período de fragilidade econômica. A situação atual da economia americana continua não sendo muito animadora: o crescimento ainda é lento, e a taxa de desemprego se mantém em cerca de 6%. Além de uma grande perda de postos de trabalho, o déficit no orçamento federal pode chegar, neste ano, aos US$ 400 bilhões. Apesar disso, não será fácil para os democratas conquistar a Presidência – como deixou claro o evento que marcou o pontapé inicial da pré-campanha de Bush. Nesta terça-feira, houve um jantar de gala em um hotel cinco estrelas de Washington, em que os convidados pagaram US$ 2 mil cada um – o limite estipulado pela lei eleitoral americana para contribuições eleitorais individuais. Até o final do mês, Bush deve participar de eventos semelhantes em outras cidades, entre elas Nova York e Los Angeles. |
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