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Atualizado às: 27 de junho, 2003 - Publicado às 06h43 GMT - 03h43 (Brasília)
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EUA manterão sigilo sobre nome de suspeitos de 11 de setembro

A Corte Federal de Apelações de Washington, nos Estados Unidos, decidiu nesta terça-feira que a identidade dos suspeitos de envolvimento nos atentados em 11 de setembro pode ser mantida em sigilo.

A decisão favorece o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e atinge centenas de pessoas que foram consideradas suspeitas de envolvimento nos ataques e presas pouco depois da realização dos atentados.

A deliberação vai contra as pressões de cerca de 20 organizações de liberdades civis dos Estados Unidos que evocaram o Ato de Liberdade de Informação, que permite a divulgação de documentos secretos governamentais.

"Nós concluímos que o governo tem o direito de manter em segredo os nomes dos presos e dos detidos como testemunhas materiais após investigações relativas aos atentados de 11 de setembro", disse a corte em um comunicado.

Direito

A corte também decidiu que o governo americano também tem o direito de não divulgar as datas e os locais em que as prisões e libertações dos detidos aconteceram, assim como o nome dos advogados dos suspeitos.

Grupos de liberades civis haviam pressionado pela divulgação dos nomes dos que foram presos secretamente, os locais em que eles foram detitos, os motivos dados pelas autoridades para justificar as prisões, bem como o nome dos advogados representando-os.

O Departamento de Justiça alegou motivos de segurança nacional para impedir a divulgação dos nomes.

Dois dos três juízes da Corte Federal de Apelações dos Estados Unidos endossaram a decisão do governo americano.

"Ainda que o nome de qualquer pessoa presa possa parecer inócuo ou trivial, pode ser de grande uso para a Al-Qaeda na realização de futuros atentados terroristas ou na intimidação de testemunhas durante as investigações", disse o juiz David Sentelle, da corte.

Centenas de pessoas, em sua maioria muçulmanos, foram presas após os ataques de 11 de setembro.

O único juiz contrário à decisão na corte federal, David Tatel, disse que ainda que compreendesse a razão do governo em pressionar pela tomada de tal decisão, julgava ser necessário também preservar os direitos dos cidadãos.

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