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Colômbia usará Exército de camponeses contra os rebeldes Mais de 10 mil camponeses se alistaram no Exército da Colômbia numa iniciativa do governo para intensificar sua campanha armada contra grupos rebeldes. Os novos soldados devem patrulhar localidades remotas do país em que a frágil presença do Estado facilita a ação de guerrilheiros. Sua presença deve ser notada em 426 dos cerca de 1.100 municípios colombianos. Lançado no fim do ano passado, o programa "Soldados para minha cidade" sofre críticas de grupos defensores dos direitos humanos. Esses ativistas afirmam que, transformados em militares, os camponeses poderiam cometer abusos ou mesmo se tornar alvo de ataques rebeldes. Uribe Os novos soldados fizeram juramento na presença do presidente Álvaro Uribe, eleito no ano passado com promessas de adotar uma política linha-dura no combate a paramilitares de direita e rebeldes de esquerda. Na cerimônia, Uribe fez um chamado aos integrantes dos grupos a deixar de lado suas armas. "(Fazemos um chamado para que) haja deserções em massa, e os acolheremos fraternamente, ou que haja diálogos e acordos com setores que tenham vontade política", declarou. "A idéia de que a guerra vai durar para sempre é uma ficção", acrescentou o presidente. "Para vocês e para mim, é chegado o tempo de derrotar o terrorismo." Treinamento Os 10 mil novos soldados passaram por um treinamento de dez semanas. Aprenderam a atuar em resgates de sequestrados, uso de explosivos, recuperação de povoados atacados pela guerrilha e instruídos sobre questões de direitos humanos. Uribe espera somar às forças de segurança 20 mil soldados camponeses até o fim do ano. Com esse novo contingente, o Exército já conta com 15 mil recrutas do gênero. Pelo menos 35 mil pessoas já morreram no conflito colombiano nos últimos 39 anos. |
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