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Atualizado às: 15 de junho, 2003 - 07h40 GMT (04h40 Brasília)
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Filha diz que Saddam deve estar vivo, afirma jornal
Família de Saddam só teria deixado Bagdá com chegada dos EUA
Família de Saddam só teria deixado Bagdá com chegada dos EUA
Raghad Hussein, filha mais velha do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, disse ao jornal britânico The Sunday Times, que, apesar de não ter falado com o pai e os irmãos Uday e Qusay desde o início da guerra, acredita que eles estejam vivos.

"Eu sei que eles sobreviveram", afirmou a filha de Saddam ao jornal.

"Falei com ele pela última vez cinco dias antes da guerra. Ele estava de bom humor", disse Raghad.

"Espero que ele esteja vivo. Ele era um pai muito bom", declarou Raghad a respeito do pai.

Fuga

A afirmação vai ao encontro das declarações do Chefe do Estado-Maior conjunto dos Estados Unidos, Richard Myers, que neste sábado disse Saddam provavelmente ainda está vivo e continua sendo procurado pelas tropas americanas.

Ela explicou que deixou Bagdá e foi para uma fazenda da família a cerca de 16 quilômetros da capital iraquiana.

"Fiquei apavorada! Na primeira noite (de bombardeios) eu estava na fazenda com minha irmã e 10 mísseis caíram em volta da gente", descreveu.

"Nós nos escondemos no abrigo antiaéreo e, por isso, ninguém se machucou, mas estavámos com muito medo. Havia barulho toda noite", disse a filha mais velha de Saddam à publicação londrina.

Raghad contou que a família só deixou Bagdá depois de ouvir no rádio que os americanos haviam chegado à cidade, em 9 de abril.

Asilo?

"Não esperávamos que tudo fosse acontecer tão rapidamente. Cada um tomou seu caminho e não nos falamos mais", afirmou

Aos 36 anos, a filha de Saddam disse que está morando numa casa simples no Irauqe com a irmã Rana, de 34 anos, e com seus quatro filhoes – que têm de 10 a 19 anos –, e tendo que fazer todas as tarefas domésticas, "coisa que nunca tinha feito antes porque a família sempre teve empregadas".

Ela negou as notícias de que pretenderia conseguir asilo político na Grã-Bretanha.

"Eu gosto da Inglatera, mas politicamente não é possível", afirmou.

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