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Fidel lidera protesto contra União Européia em Havana | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente cubano, Fidel Castro, liderou nesta quinta-feira uma passeata que reuniu centenas de milhares de pessoas rumo à embaixada espanhola no país. O protesto é contra a disposição da União Européia de mudar sua política em relação à ilha. As ameaças de retaliação da Europa começaram depois da execução de três prisioneiros cubanos que tentaram seqüestrar uma embarcação de passageiros. Rodeado de seguranças, Castro ficou na passeata por cerca de dez minutos. A marcha durou cerca de duas horas. Discurso Num discurso na quarta-feira à noite, o presidente cubano havia chamado o primeiro-ministro espanhol, José María Aznar, de "fascista". O presidente cubano acredita que Aznar é o principal responsável pela mudança de postura européia em relação à ilha. Na cidade velha, locutores do governo gritavam no sistema de som: "Abaixo o fascismo". Seguindo a passeata, manifestantes carregavam bandeiras cubanas e cartazes transformando a letra "Z" de Aznar na suástica nazista. Outros desenhos mostravam Aznar fazendo o tradicional aceno de Hitler. No mesmo horário, o irmão de Fidel Castro, general Raúl Castro, liderava outra passeata rumo à embaixada italiana no bairro de Miramar. Lá, o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, foi apelidado de "Benito Berlusconi" por manifestantes, numa alusão ao ex-ditador italiano Benito Mussolini. Entre as medidas contra Fidel tomadas depois do início da crise, está o cancelamento de uma ajuda de 40 milhões de euros (aproximadamente R$ 120 milhões) à ilha. As duas passeatas foram mostradas ao vivo pela televisão cubana. |
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