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Dia de violência no Oriente Médio deixa 25 mortos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 25 pessoas foram mortas nesta quarta-feira no Oriente Médio – uma semana depois do encontro de cúpula em que o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, e o premiê palestino, Mahmoud Abbas, se comprometeram a buscar a paz na região. Em Jerusalém, pelo menos 16 pessoas morreram durante um atentado suicida realizado por um militante palestino vestido como judeu ortodoxo, que explodiu a si mesmo dentro de um ônibus, no centro da cidade. O atentado foi reivindicado pela organização palestina Hamas. Minutos depois do ataque, helicópteros do Exército israelense lançaram um míssil contra um carro no qual viajavam militantes palestinos, em Gaza. O ataque matou os dois ocupantes do veículo e cinco pessoas nas imediações. No segundo ataque lançado por um helicóptero isralense, outro foguete foi disparado contra o que militares de Israel disseram ser militantes que se preparavam para lançar um atentado contra um assentamento judaico em Netzarim. A ação israelense aconteceu seis horas depois do primeiro ataque e matou pelo menos duas pessoas. Retaliação do Hamas Em dois dias, Israel lançou quatro ataques em Gaza, entre eles uma tentativa frustrada de matar Abdul Aziz Rantissi, uma das lideranças do Hamas, na terça-feira. O líder do Hamas escapou, mas três pessoas morreram na ação israelense. De acordo com o Hamas, o atentado suicida no ônibus em Jerusalém foi uma retaliação à tentativa de matar Rantissi. O líder palestino, Yasser Arafat, condenou os atos de violência de ambas as partes. O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, disse que continuará a perseguir militantes, mas, ao mesmo tempo, se disse comprometido com o processo de paz. O secretário de Estado americano, Colin Powell, disse ser importante que os dois lados do conflito continuem com os esforços para a implementação do novo plano de paz, aceito formalmente por israelenses e palestinos no encontro de Aqaba, na Jordânia, na semana passada, do qual também participou o presidente americano, George W. Bush. O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, disse também que as duas partes deveriam continuar no caminho para a paz. Um porta-voz do primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas - também conhecido como Abu Mazen - disse que ele responsabilizou Sharon pela nova onda de violência. Abbas afirmou que antes da tentativa do Exército israelense de assassinar um líder do Hamas na terça-feira, a Autoridade Palestina esteve muito perto de alcançar um cessar-fogo. |
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