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Atualizado às: 11 de junho, 2003 - 13h44 GMT (10h44 Brasília)
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Perfil: Polônia
Mapa da Polônia
País será o 4º mais populoso da UE

A Polônia foi o primeiro detrás da “Cortina de Ferro” a abandonar o comunismo.

Desde que isso ocorreu, em 1989, foram introduzidas mudanças significativas no país, de forma que a Polônia se tornou candidata a integrante das principais alianças e organizações formadas por países da Europa Ocidental.

A partir de 2004, por exemplo, vai fazer parte da União Européia, destacando-se como o quarto país mais populoso do bloco.

A Polônia também é membro da Otan desde 1999.

A Polônia em números
População: 39 milhões
Capital: Varsóvia
Língua principal: polonês
Religião principal: cristianismo
Expectativa de vida: 68 anos (homens), 77 anos (mulheres)
Moeda: zloty
Principais produtos de exportação: máquinas e equipamentos de transporte, alimentos e produtos químicos.
Renda per capita anual: US$ 4.200
Domínio na internet: .pl
DDI: + 48

A aceitação da Polônia na União Européia é um reconhecimento dos esforços feitos pelo país para modernizar sua economia e sua sociedade desde o fim do comunismo.

Mas alguns setores do país ainda preocupam as autoridades de Bruxelas.

Como a agricultura, ainda considerada fraca e não-competitiva - com um grande número de fazendas pequenas e ineficientes.

Outro problema é o alto desemprego, de cerca de 14%, além da corrupção e dos altos índices de criminalidade nas fronteiras.

Por sua vez, a Igreja Católica, que é bastante forte no país, teme que o estilo de vida moderno que tomou a Polônia possa corromper os valores morais do país.

Governo

Presidente: Aleksander Kwasniewsky

Primeiro-ministro: Leszek Miller

Leszek Miller, líder da Aliança Democrática de esquerda se tornou primeiro-ministro com a formação de uma coalizão de governo entre seu partido e o Partido dos Agricultores da Polônia, em outubro de 2001.

Uma das promessas do novo governo era levar a Polônia à União Européia e colocar a economia do país nos trilhos.

Nas eleições, os poloneses mostraram de forma categórica seu descontentamento com o governo anterior, de direita, que deixou um legado de desemprego crescente e crise financeira.

Com o objetivo de estabilizar a economia, Miller sugeriu uma mistura de aumentos nos impostos e cortes de gastos - uma receita com ingredientes para provocar insatisfação popular.

Assim como o o presidente Kwasniewsky, Leszdek Miller foi um membro do alto escalão do Partido Comunista, nos tempos da União Soviética, que depois mudou sua postura e se tornou um social-democrata.

Apesar da equipe econômica ser composta por pessoas de forte tendência neoliberal, o presidente deixou claro que não é um seguidor dessa corrente econômica e que não pretende ampliar o processo de privatização dos serviços públicos.

Mídia

Com o fim da era comunista, a mídia polonesa cresceu e se diversificou.

Há grande variedade de informação e liberdade de expressão, apesar de ainda vigorar uma lei que proíbe insultos à nação e a seu sistema político.

O país tem o maior mercado de rádio e TV da Europa Oridental e vem atraindo grupos estrangeiros.

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