|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
EUA prendem pelo menos 60 pessoas no Iraque
As forças americanas lançaram uma grande ofensiva contra a resistência à ocupação no Iraque. A chamada Operação Sidewinger começou com mais de 20 ataques simultâneos, envolvendo aeronaves, blindados e infantaria em uma área ao norte de Bagdá, ao longo do rio Tigre. Segundo os militares americanos, pelo menos 60 pessoas foram presas e armas ilegais e documentos militares foram confiscados. É a terceira operação desse tipo nas últimas semanas, depois de uma série de ataques contra forças americanas no Iraque que, de acordo com os Estados Unidos, são realizados por simpatizantes do antigo partido Baath, do ex-presidente Saddam Hussein. Motocicletas A notícia da ofensiva veio depois que o chefe da administração dos Estados Unidos no Iraque, Paul Bremer, disse que o fracasso em capturar ou matar o presidente iraquiano deposto estava atrasando os esforços da coalizão para controlar o país. Soldados americanos na cidade de Fallujah vêm confiscando motocicletas, aparentemente para impedir ataques no estilo guerrilha, segundo um correspondente da agência de notícias AFP. Tropas americanas suspeitam que muitos dos ataques contra eles foram realizados com motocicletas, segundo um policial iraquiano. Em uma nota, o Comando Central dos Estados Unidos disse que a Operação Sidewinger foi preparada para "eliminar elementos que estavam tentando minar os esforços da coalizão para restaurar a infra-estrutura básica e a estabilidade na região". Uniformes "Vamos com tal poderio de combate que eles nem mesmo vão pensar em atirar contra nós", disse o tenente-coronel Mark Young antes do início da operação, que deve durar muitos dias, segundo autoridades militares. Em outra nota, o Comando Central disse que 15 pessoas foram presas em Mosul, no norte do Iraque, no sábado. Documentos, armas e uniformes da Guarda Republicana foram confiscados nos ataques. Em entrevista à BBC, o chefe da administração dos Estados Unidos no Iraque disse que as chances de apanhar Saddam Hussein são "muito altas". Remanescentes No entanto, Bremer disse também que o fracasso em capturar ou matar Saddam Hussein até agora significa que ataques contra as forças de coalizão - que já mataram pelo menos 30 soldados desde o fim da guerra - provavelmente continuarão por algum tempo. "O fato de não termos sido capazes de mostrar qual foi o seu destino permite que esses remanescentes do partido Baath circulem e digam que Saddam vai voltar, que eles vão voltar, e então não colaborem com a coalizão", disse. "Infelizmente vamos continuar a sofrer perdas, mas não há uma ameaça estratégica à coalizão". "Vamos lutar contra eles e impor nossa vontade a eles, vamos capturá-los e, se necessário, matá-los até que tenhamos imposto a lei e a ordem nesse país", acrescentou. Prioridade Bremer, em entrevista a BBC, rejeitou as críticas de que os Estados Unidos não têm uma estratégia para reconstruir o Iraque. O representante americano disse que a prioridade para estabelecer um novo governo é reescrever a Constituição iraquiana para permitir eleições democráticas. Com isso em mente, um conselho constitucional se reuniria em julho. De acordo com Bremer, o processo de reconstrução da infra-estrutura no Iraque tem registrado progressos. O americano citou uma lista de realizações, como a restauração da eletricidade para os níveis anteriores à guerra, o restabelecimento das operações em todos os hospitais do país e em 95% das clínicas de saúde, a melhora no abastecimento de água em Basra (a segunda maior cidade do Iraque) e o início de um programa de vacinação e distribuição de alimentos. "Há muitas boas notícias que tendem a se perder no barulho aqui", disse. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||